Nesta quarta-feira (1º), é celebrado o Dia Mundial De Luta Contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Com o objetivo de informar a população sobre os riscos de contagio da doença, a Secretaria de Saúde e organizações não-governamentais realizam uma ação durante todo o dia na Rodoviária do Plano Piloto.
Além do trabalho de conscientização, estão sendo distribuídos preservativos. “Todas as pessoas são vulneráveis a contrair o vírus”, explica a gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids da SES, Diva Castelo Branco. “A maior forma de transmissão continua sendo através do ato sexual.”
Atualmente, 3.683 pessoas são portadoras do vírus da Aids no Distrito Federal. Desde 1985, quando começaram a ser notificados os casos da doença, até 31 de outubro de 2010, 6.803 pessoas já foram diagnosticadas com Aids no DF.
Segundo Diva Castelo Branco, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 115 novos casos de imunodeficiência no Distrito Federal. Do total das vítimas, 81 são homens e 34, mulheres.
Entre os mais jovens
Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde mostra que, apesar de terem um bom conhecimento sobre a Aids, outras doenças sexualmente transmissíveis e as formas de prevenção, há a tendência do aumento dos casos entre os mais jovens.
De acordo com a pesquisa, a prevalência do HIV entre jovens de 17 a 20 anos passou de 0,09% para 0,12%. O levantamento foi feito com 35 mil jovens de 17 a 20 anos.
Um estudo feito em 2008 aponta que 97% dos jovens de 15 a 24 anos sabem que o preservativo é a melhor alternativa para prevenção ao HIV, mas o uso cai à medida que a relação se torna estável. O percentual de uso de preservativo na primeira relação é de 61%, mas cai para apenas 30,7% entre parceiros fixos.
Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids, lançada hoje pelo Ministério para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Brancos
A maioria dos brasileiros com HIV, segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, é formada por brancos (47,7%). Em seguida, estão os negros (46,8%), os amarelos (0,5%) e os indígenas (0,3%). Segundo o estudo, 4,7% dos pacientes não declararam raça ou cor.
Do total de casos registrados no ano passado (20.832), a maior proporção de infecções está entre brasileiros que têm entre oito e 11 anos de estudo (30%). Em 1999, a incidência era maior entre aqueles com menos escolaridade: 29,5% dos casos foram verificados entre pessoas com até três anos de estudo.
Entre as mulheres infectadas, a média é de quatro a sete de anos de estudo e, entre os homens, de oito a 11.