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Brasília

Dificuldades não faltam no novo "bairro" Park Sul

Arquivo Geral

10/09/2013 7h00

Às margens da Estrada Parque Indústria e Abastecimento  (Epia) Sul, nasce um novo “bairro” de Brasília: o Park Sul. A região, pertencente ao Guará, se destaca pela proximidade de grandes comércios, como shoppings e hipermercados, além de ser perto do centro da capital. Entretanto, a área,  inicialmente,  seria apenas comercial. Mas há alguns anos, começaram a ser erguidos residenciais imponentes. E devido à aparente falta de planejamento, os primeiros problemas para atender a estes novos moradores começam a surgir.

 

Os habitantes do Park Sul reclamam principalmente  do trânsito da região. A dificuldade é diária. A entrada e a saída  dão de encontro   com as principais artérias de tráfego da cidade: além da Epia,   a Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Em horário de pico, a situação é ainda pior. A sugestão dos moradores é  a instalação de um semáforo nas saídas do Park Sul. 

 

Acidentes

 

A contadora Luciana Rosa, 37 anos,   pede urgência na colocação de um semáforo. “Vai fazer uma diferença para os moradores, porque o acesso à Epia é sempre problemático, o que   pode provocar acidentes graves”, alerta. Ela se mudou do Sudoeste para o Park Sul há um ano, e, entre as dificuldades, aponta a falta de comércio. 

 

Na região não há padarias, bancos, farmácias, escolas e comércio diversificado. Para quem precisa destes serviços, é preciso se deslocar até o Sudoeste ou Guará. Parte das necessidades é atendida pelo shopping e hipermercados próximos.

 

 A dona de casa Derlir Zanquete, 61 anos,  está prestes a receber seu apartamento. Ela e o marido deixarão Minas Gerais para viver em Brasília. Derlir também observou a dificuldade no trânsito para acessar o Park Sul. “É uma via com um tráfego muito intenso. Há risco de acidentes”, avalia. 

 

O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) informou que existe um projeto para construção de um sistema de viadutos na via Epia, o qual permitirá a entrada e a saída de  forma segura. O órgão afirmou, ainda, que  está buscando recursos junto ao Governo do DF para viabilizar a execução da obra.

 

Feira impede circulação a de pedestres

 

O advogado Jônatas Coelho, 34 anos, pede a construção de estacionamentos públicos no Pak Sul. “Não há onde estacionar e as pessoas acabam usando as ruas e atrapalhando o trânsito”, aponta. Ele também reclama da feira de móveis da entrada do Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour. “Aquele comércio, além de ser irregular, prejudica a passagem das pessoas por ficar em cima do canteiro central. Quando as lojas estão abertas, a gente ainda consegue entrar por dentro delas e passar de um lado para o outro. Agora, quando fecha, tem que dar a volta na quadra”, diz. 

 

Já a comerciante Luiza Rodrigues, 46 anos, que vende pufes há quatro anos na feira,   sugere   a padronização da feira ou   a realocação dos comerciantes. “Não estamos irregulares porque pagamos impostos e temos autorização da administração”, argumenta. A feira está há 18 anos no mesmo local. 

 

A Administração do Guará, responsável pela área do Park Sul, foi procurada para responder as reclamações dos moradores. No entanto, o órgão não quis se manifestar sobre os questionamentos, dizendo apenas que cada reclamação deveria ser enviada para os órgãos competentes e que não cabia à administração atender a demanda.

 

Construções

 

Alvo da especulação imobiliária, a área do Park Sul é visada devido à sua boa localização. Ali, são erguidos prédios de alto padrão.

Alguns empreendimentos chegaram a ser contestados pelo Ministério Público, que cobrou relatórios de impacto urbanísticos e de trânsito na região.

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