O Brasil celebra no dia 13 de setembro o dia nacional da cachaça. Aproveitando a data, o Sebrae promove em Brasília o evento ‘Pequenas Doses e Grandes Oportunidades’, com debates e palestras sobre a bebida genuinamente brasileira. A partir das 17 horas, o Sebrae apresenta para donos de restaurantes da capital, 33 rótulos de alambiques de pequeno porte, oriundos dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Paraná. As marcas são apoiadas pelo Sebrae, e obedecem aos padrões nacionais de controle de qualidade.
O evento acontece na sede nacional do Sebrae, na 604/605 Sul, e contará ainda com palestras promovidas pelo Sebrae e pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça. Ao final das palestras, haverá degustação de cachaças petiscos harmonizados. Dentre as marcas oferecidas está a Vale Verde, eleita a melhor entre do país pela revista Playboy.
Segundo levantamentos do Instituto Brasileiro de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (Ibrac), existem mais de 40 mil alambiques de cachaça no Brasil. Destes, 99% são negócios de micro e pequeno porte.
História
Também conhecida como pinga, a bebida foi criada no Brasil durante o período de colonização. Por conta do baixo custo, popularizou-se entre os escravos e camadas mais pobres da sociedade. Hoje, a cachaça saiu dos guetos e ganhou o mundo. Estima-se que no Brasil sejam consumidos 1,5 bilhão de litros por ano, enquanto no exterior consuma-se 15 milhões de litros anualmente. Desde 2003, apenas a bebida produzida no Brasil pode ser chamada de cachaça, embora existam outras aguardentes a base de açúcar produzidas em regiões como o Caribe.
A cachaça é matéria-prima do principal drinque brasileiro: a caipirinha. Sucesso também entre turistas, o coquetel feito de pinga, açúcar e limão tem origem no interior paulista, onde era consumido como remédio contra gripe. Daí o nome caipirinha. Hoje existem diversas variações da bebida, envolvendo outras frutas e, em alguns casos, bebidas como rum, vodka e saquê.