Ana Paula Andreolla
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Os problemas de superlotação enfrentados pela rede pública de saúde, muitas vezes causados pelos pacientes que vêm de fora do DF, podem ter um fim ainda esse ano. O novo secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, e o governador Agnelo Queiroz, se reúnem hoje com o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Eles irão pedir a ajuda do Governo Federal para a situação de emergência em que se encontra a Saúde no DF. Uma das propostas que será apresentada ao novo ministro é a implementação, em até seis meses, de chips que registrem informações de todo o atendimento, possibilitando ao GDF apresentar a conta do atendimento do Entorno ao Governo Federal. “Não é justo que o DF pague sozinho uma conta que é do Brasil”, ressaltou o secretário.
Estimativas apontam que o GDF gasta cerca de R$ 1 bilhão por ano com pacientes que vêm de outras unidades da Federação, como mostrou o Jornal de Brasília em edições anteriores.
Os chips conteriam informações de todas as consultas médicas e de todo o prontuário de cada paciente. A ideia é ampliar a capacidade da rede com a reposição dos gastos. A ampliação da capacidade da rede também resolveria uma preocupação que já começa a aparecer. “Com as medidas que estamos adotando, após o decreto de estado de emergência na Saúde, acreditamos que o atendimento vai melhorar tanto que irá atrair mais pacientes de fora. Mas, se o Governo Federal arcar com as despesas, poderemos ampliar a rede e isso não vai se tornar um problema”, acredita o secretário.
Entre as medidas adotadas com o decreto estão a possibilidade de contratação de pessoal de forma emergencial e também de compras de medicamentos e equipamentos com dispensa de licitações.
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