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Brasília

DF promove vacinação contra febre aftosa

Arquivo Geral

04/11/2010 12h19

Em 2010, o Distrito Federal completa 17 anos sem registro de febre aftosa. Para que esse índice continue satisfatório, criadores de bois, vacas e búfalos, de qualquer idade, devem vacinar seus animais contra a doença até 30 de novembro.

 

 

A adesão à campanha no DF sempre supera os 98%. As datas da vacinação, que ocorre em maio e novembro, são estabelecidas pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do DF (Seapa) em conjunto com o Ministério da Agricultura. No DF, o rebanho a ser vacinado é de 103 mil bois e búfalos, distribuídos em aproximadamente 2.621 propriedades.

 

 

Os criadores que não imunizarem seus animais durante a campanha serão multados e poderão ter prejuízos maiores. A ação é indispensável para a erradicação da doença e deve seguir as orientações da Secretaria de Agricultura. No Brasil, a vacinação contra a febre aftosa é praticada em todos os estados e no Distrito Federal, com exceção de Santa Catarina, que é livre da doença sem praticar a vacinação desde 2000.

 

 

O secretário-adjunto de Agricultura do DF, Lucílio Antonio Ribeiro, explica que a gravidade da febre aftosa não resulta apenas na queda de produtividade dos animais afetados. “A disseminação da doença compromete o sistema produtivo, provoca prejuízos econômicos na produção pecuária e tem um impacto significativo no comércio de produtos agropecuários para o exterior”, acrescenta.

 

 

O surgimento da doença provoca ainda uma série de embargos à exportação de animais, de carne fresca e de produtos derivados, pois afeta os acordos sanitários de comércio internacional.

 

 

O que é a febre aftosa?
A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta bois, búfalos, cabras, ovelhas, veados, porcos, elefantes, camelos, lhamas, capivaras e espécies que possuem cascos fendidos. A doença não afeta cavalos, asnos, mulas e bardotos (resultado da cruza entre cavalo e jumenta).

 

 

Sintomas
Os principais sintomas são febre, vesículas e úlceras na boca, nas patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. Ocorre também a redução da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva.

 

 

Transmissão
O vírus é transportado pela água, pelo ar, por alimentos, pássaros e pessoas que entram em contato com os animais doentes e podem levar o agente infeccioso nas mãos, roupas e calçados.

 

 

Serviço

 

Defesa Agropecuária do DF
Quem suspeitar da doença em algum animal deve informar imediatamente à Defesa Agropecuária pelo telefone (61) 3340-3862.

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