A população feminina do Distrito Federal (DF) continua a se destacar das demais unidades federativas em acesso à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). De janeiro a junho deste ano, a taxa de registro alcançou 673,53 por 100 mil mulheres, mantendo o DF no primeiro lugar do levantamento por unidade federada, a exemplo do mesmo período de 2012, quando apresentou 625,69. Confrontados os dois períodos, houve aumento de 7,65% em 2013.
A vice-liderança foi ocupada pelas paraenses, com taxa de 458,40. Na comparação com o registro no primeiro semestre de 2012, houve redução de 11,15% – quando verificados 515,94 atendimentos a cada 100 mil brasileiras. A terceira posição ficou com o Rio de Janeiro, com taxa de 431,50 buscas. O estado do Amazonas continua a figurar na 27ª classificação no panorama nacional de acesso ao Ligue 180, com taxa de 82,50, nesse primeiro semestre do ano, expondo redução de 15,22% dos atendimentos na comparação com o mesmo período de 2012.
“Ao traçar o panorama dos pedidos de ajuda e de informação sobre direitos e a Lei Maria da Penha, a SPM reforça o seu compromisso de sensibilizar a sociedade brasileira para a gravidade da violência contra as mulheres”, diz a ministra Eleonora Menicucci, da SPM.
Unidade Federativa
Ranking de registro por taxa da população feminina (por 100 mil) |
|||||
|
UF |
1º Semestre 2013 |
1º Semestre 2012 |
Comparação (%) |
||
|
Taxa |
Posição |
Taxa |
Posição |
||
Distrito Federal |
673,53 |
1º |
625,69 |
1º |
7,65% |
|
Pará |
458,40 |
2º |
515,94 |
2º |
-11,15% |
|
Rio de Janeiro |
431,50 |
3º |
456,80 |
6º |
-5,54% |
|
Alagoas |
425,18 |
4º |
401,44 |
8º |
5,91% |
|
Espírito Santo |
418,73 |
5º |
490,91 |
4º |
-14,70% |
|
Bahia |
418,38 |
6º |
512,40 |
3º |
-18,35% |
|
Amapá |
398,49 |
7º |
305,38 |
12º |
30,49% |
|
Sergipe |
393,23 |
8º |
392,48 |
9º |
0,19% |
|
Mato Grosso do Sul |
380,10 |
9º |
473,90 |
5º |
-19,79% |
|
Maranhão |
342,75 |
10º |
365,50 |
10º |
-6,22% |
|
Goiás |
297,27 |
11º |
279,74 |
15º |
6,27% |
|
Piauí |
283,23 |
12º |
456,60 |
7º |
-37,97% |
|
Pernambuco |
275,44 |
13º |
281,57 |
13º |
-2,18% |
|
Rio Grande do Sul |
263,91 |
14º |
259,79 |
16º |
1,59% |
|
Rondônia |
261,18 |
15º |
173,47 |
25º |
50,56% |
|
Minas Gerais |
257,03 |
16º |
280,52 |
14º |
-8,37% |
|
São Paulo |
244,89 |
17º |
239,13 |
18º |
2,41% |
|
Mato Grosso |
244,77 |
18º |
224,90 |
21º |
8,84% |
|
Paraná |
234,66 |
19º |
255,69 |
17º |
-8,22% |
|
Acre |
229,91 |
20º |
228,81 |
20º |
0,48% |
|
Rio Grande do Norte |
218,78 |
21º |
337,78 |
11º |
-35,23% |
|
Tocantins |
215,42 |
22º |
234,95 |
19º |
-8,31% |
|
Paraíba |
210,78 |
23º |
201,92 |
23º |
4,39% |
|
Roraima |
171,71 |
24º |
212,27 |
22º |
-19,11% |
|
Santa Catarina |
153,91 |
25º |
150,77 |
26º |
2,08% |
|
Ceará |
140,85 |
26º |
173,58 |
24º |
-18,86% |
|
Amazonas |
82,50 |
27º |
97,31 |
27º |
-15,22% |
Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM
No primeiro semestre deste ano, os estados do Amapá e de Rondônia tiveram aumento expressivo na taxa de registros: 30,49% e 50,56% respectivamente. Em 2012, Rondônia ocupava a 25ª posição, ascendeu à 15ª, assim como o Amapá, que ocupava a 12ª, chegou à sétima posição.
No Nordeste, Alagoas estava na oitava posição, no primeiro semestre no ano passado, e subiu à quarta posição, em 2013. Para a SPM, as taxas dos atendimentos revelam a disseminação da informação nos estados, seja por meio de campanhas de enfrentamento à violência contra as mulheres ou por qualquer tipo de divulgação, fatores que facilitam o acesso das vítimas ao serviço.
Políticas públicas – Por meio do programa ‘Mulher, Viver sem Violência’ e do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, o governo federal está reforçando as políticas de combate à violência doméstica, familiar e sexual nos estados, no DF, nas capitais, em municípios-polo, em áreas rurais e regiões de fronteiras secas.
“Estamos percorrendo o Brasil para que os serviços cheguem às mulheres, fazendo a entrega de 54 unidades móveis para o campo e a floresta, duas para cada unidade federativa. O trabalho da SPM se baseia na integração e na humanização dos atendimentos, com ações estratégicas estabelecidas pelo ‘Mulher, Viver sem Violência’ e investimentos que somam R$ 305 milhões, até o final do próximo ano, a serem alocados em políticas do governo federal, estaduais e municipais”, explica a ministra Eleonora.
Integração – Serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para trabalho, emprego e renda passarão a ser integrados por meio do ‘Mulher, Viver sem Violência’. Lançada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e pela ministra Eleonora, da SPM, em março deste ano, a iniciativa propõe, aos governos estaduais, estratégias para melhoria e rapidez no atendimento às vítimas da violência de gênero.
O programa – coordenado pela SPM – reforça a rede existente de serviços públicos do governo federal, estados, Distrito Federal, municípios, tribunais de justiça, ministérios e defensorias públicas, por meio do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.
O ‘Mulher, Viver sem Violência’ é formado por seis eixos estratégicos: construção, reforma predial, equipagem e manutenção da Casa da Mulher Brasileira – uma por capital; transformação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 em disque-denúncia; organização dos serviços na saúde e na coleta de vestígios de crimes sexuais, em parceria com os ministérios da Saúde e da Justiça; criação de seis centros de atendimento em fronteiras secas para enfrentar o tráfico de mulheres; campanhas continuadas de comunicação para prevenção da violência; e unidades móveis para o acolhimento de mulheres rurais.
Tem investimento total de R$ 305 milhões, somados ao orçamento inicial os R$ 30 milhões para a aquisição de 54 ônibus e os R$ 10 milhões referentes à manutenção dos veículos, que circularão no interior do estado levando serviços de segurança pública e de justiça às mulheres rurais.