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Brasília

DF lidera ranking de desenvolvimento humano em 2024

Com IDHM de 0,866, o Distrito Federal atingiu a faixa de muito alto desenvolvimento humano e superou a média nacional

Redação Jornal de Brasília

06/06/2026 12h44

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Foto: Agência Brasília

O Distrito Federal alcançou o topo do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil em 2024, com a marca de 0,866, e entrou na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, acima do resultado nacional, de 0,805. O Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reúne os dados mais recentes do indicador.

Entre 2021 e 2024, o índice brasiliense avançou 0,043, ou 5,2%, ao sair de 0,823 para 0,866. Em 2012, o resultado do DF era de 0,824. O IDHM mede três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade e saúde, educação e renda e trabalho.

Na avaliação do Governo do Distrito Federal (GDF), o desempenho reflete a atuação integrada das secretarias de Desenvolvimento Social, Educação e Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda. A Secretaria de Desenvolvimento Social, segundo a pasta, lidera uma rede de proteção com programas como o Cartão Prato Cheio e o DF Social, voltados à segurança alimentar e à complementação de renda. A Secretaria de Educação aponta avanços na alfabetização, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda destaca ações de capacitação profissional e revitalização comunitária.

A cozinheira Diana Patrícia Moura relatou que passou a contar com o Cartão Prato Cheio após ser diagnosticada com uma doença grave em outubro do ano passado, o que a impediu de trabalhar. Sem renda e morando de aluguel, ela disse que o benefício trouxe alívio para garantir a alimentação da família. O programa paga R$ 250 mensais para a compra de alimentos a 130 mil famílias no DF, em 18 parcelas.

A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, afirmou que, para muitas famílias, políticas como o Cartão Prato Cheio, o Cartão Gás e o DF Social são as únicas formas de assegurar o mínimo necessário. Ela também citou o Hotel Social e o acompanhamento dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) como medidas que ajudam a reconstruir vidas e reduzir vulnerabilidades.

Outra beneficiária citada na reportagem é Tamires Negre, moradora de Samambaia Norte e mãe de uma recém-nascida de 22 dias. Ela afirmou que o Prato Cheio já ajudou a garantir a alimentação da família e que agora aguarda a Bolsa Natalidade, que oferece kit com enxoval e R$ 200 para famílias vulneráveis.

No atendimento social, Paolo Sousa, gerente do Cras de Samambaia Sul, disse que a unidade chega a atender quase 30 mil famílias por ano e que, após receberem apoio, algumas famílias conseguem até pedir o desligamento voluntário dos benefícios por terem alcançado autonomia.

Na educação, a reportagem informa que o DF tem a menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com mais de 15 anos e que 65% das crianças estão alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental, índice que supera a meta nacional. A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, afirmou que ampliar o acesso à escola, fortalecer a alfabetização e investir na formação profissional impacta diretamente a qualidade de vida da população.

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, disse que o DF vem se consolidando como um lugar atrativo para viver, trabalhar e investir, e que a expectativa é ampliar a geração de empregos, fortalecer os negócios locais e levar mais qualificação profissional às regiões administrativas.

Com informações da Agência Brasília

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