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Brasília

DF ganha primeira usina pública de energia fotovoltaica

80 prédios públicos da capital federal são beneficiados com a energia solar, no qual gerará uma economia de R$ 1 milhão por ano

Carolina Freitas

08/06/2024 15h14

Atualizada 10/06/2024 9h36

Foto: Carolina Freitas/Jornal de Brasília

O Distrito Federal ganhou, neste sábado (08), a primeira usina pública de energia solar fotovoltaica, instalada no Parque Ecológico de Águas Claras. Com investimento de R$ 4,3 milhões, por meio do financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente, e 1.310 placas fotovoltaicas, a usina vai ofertar energia limpa para 80 prédios públicos da capital federal.  

Com a usina, o Governo do Distrito Federal (GDF) planeja gerar um total de 962,77 MW/h anualmente, o que equivale a uma economia de aproximadamente R$ 1 milhão por ano. O projeto contou com uma parceria internacional entre o GDF, por intermédio da Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema-DF), e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Além do mais, houve coordenação do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI). 

Dentre os prédios públicos que serão beneficiados com a energia solar estão: a sede da Sema-DF, 34 unidades de conservação geridas pelo Instituto Brasília Ambiental, todas as edificações do Jardim Zoológico e do Jardim Botânico de Brasília, além de dez unidades escolares da Secretaria de Educação (SEE), incluindo a Escola de Música de Brasília.

Foto: Carolina Freitas/Jornal de Brasília

Para o governador Ibaneis Rocha a entrega da usina é um marco para o DF, além de ser uma comemoração para a Semana do Meio Ambiente: “Brasília é uma cidade muito importante, nós temos um dos maiores níveis de árvores do Brasil. Nós temos muita preocupação com essa situação da sustentabilidade e do desenvolvimento alinhado à preservação ambiental. Essa usina vai abastecer 80 prédios públicos do DF”. 

Ibaneis destacou que o GDF trabalha também em um projeto com a Companhia Energética de Brasília (CEB) para iluminar outros prédios públicos: “Em breve, nós teremos mais um lançamento da CEB, no qual é um projeto de iluminação para os prédios públicos. Nós esperamos avançar cada vez mais no DF, garantindo energia sustentável. Águas Claras ganha mais um presente, e é uma cidade que está se desenvolvendo a cada dia”. 

Ao Jornal de Brasília, o secretário da Sema, Gutemberg Gomes, explicou o papel da pasta neste projeto: “A secretaria coordenou todo o processo para que tenhamos a primeira usina pública de geração de energia fotovoltaica. As emergências climáticas são assuntos globais e, por isso, houve a parceria internacional. Aqui, nós estamos gerando energia para 80 prédios públicos em um arranjo completamente inovador”. 

Para Gutemberg, o DF está no caminho da sustentabilidade, a usina trará grande economia para a capital federal: “Para a população ter uma ideia, apenas a Escola de Música de Brasília tem um gasto mensal de mais de R$ 20 mil na conta de luz. Com a usina, a escola poderá retornar essa verba para aplicação de políticas públicas. Além da economia para os cofres públicos, nós estamos falando da estratégia para que a gente diminua a emissão de gases do efeito estufa, ou seja, estamos combatendo as emergências climáticas”.

Vídeo: SEMA-DF

A Secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, presente no evento, falou da importância da energia solar para as dez escolas do DF que serão beneficiadas: “No plano de governo, do governador Ibaneis, para esse segundo mandato na parte da educação foi colocado a ampliação de energia solar nas escolas. Nós sonhamos, e queríamos 30% das escolas com energia fotovoltaica. Uma energia limpa que traz uma educação ambiental, com foco na preservação e na sustentabilidade”. 

A ideia da pasta é que até o fim de 2026 cerca de 30% das escolas tenham energia solar: “Nós já colocamos energia solar em algumas escolas, através de emendas parlamentares, mas agora serão dez beneficiadas. Acredito que de dez em dez nós chegamos aos 30%. As escolas que receberão são unidades que têm um alto consumo de energia elétrica. A Secretaria de Educação paga aproximadamente por ano entre R$ 27 e R$ 30 milhões em conta de luz. Para nós, a usina é um avanço porque vai cair o custo e ao mesmo tempo teremos uma energia limpa”.

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