Leandro Cipriano
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Com a aproximação da Copa do Mundo de 2014, a implementação de um sistema de transportes coletivos eficientes no Distrito Federal é mais do que necessária. O Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade (PDTU) planeja novas obras nos próximos dez anos para reduzir os problemas do trânsito local, contando inclusive com uma ajuda financeira do Governo Federal. Eram previstos R$ 2,4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, do Ministério das Cidades. Contudo, a promessa nem sequer saiu do papel. Segundo a Secretaria de Transportes, apesar de as propostas já terem sido entregues ano passado, até o momento nenhuma resposta foi dada pelo Governo Federal.
Conforme informações do Planalto Central, é previsto que a presidente Dilma Rousseff faça um anúncio na próxima terça-feira sobre o PAC da Mobilidade. Mas não foi confirmado quais unidades da Federação receberão os recursos federais. De qualquer forma, a situação do DF não difere muito do restante do País. Curitiba (PR), por exemplo, teve o repasse de verbas federais para o metrô adiado por duas vezes.
“Acredito que exista um cronograma de liberação de recursos que está sendo feito de acordo com as urgências vivenciadas. O Distrito Federal terá seu momento, porém não sei dizer quando. Mas é uma necessidade evidente”, declarou o secretário-adjunto de Transportes, Paulo Victor Rada.
Apesar de a nova legislação que regulariza as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana ter sido sancionada em janeiro desse ano, não houve ainda qualquer confirmação de ajuda financeira. E mesmo que os recursos federais sejam liberados, há outro agravante a se considerar. “Tem a chance de nem todas as propostas apresentadas pelo GDF no PDTU serem aprovadas pelo Governo Federal. Dependerá dos critérios adotados por eles”, ressaltou Rada.
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