O Distrito Federal foi destaque do Raking ABAD NielsenIQ 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad). Segundo os dados de 2023, revelam que a capital ficou em 5º, com uma contribuição significativa para o desempenho geral do setor. O Grupo Dia a Dia, com um faturamento de R$ 5.102.663.114 em 2023, foi um dos protagonistas desse sucesso. No estudo feito em parceria com a consultoria NielsenIQ, o atacadista brasileiro fechou o ano com faturamento de R$403,9 bilhões, a preço de varejo.
No estudo feito em parceria com a consultoria NielsenIQ, o atacadista brasileiro fechou 2023 com faturamento de R$403,9 bilhões, a preço de varejo.
O crescimento nominal do setor como um todo foi de +10,9% e real de +6,28% em relação ao ano anterior. O que demonstra a resiliência e a capacidade de adaptação dos atacadistas distribuidores frente aos desafios do mercado, mesmo diante do cenário econômico desafiador.
Ao descontar a inflação oficial medida pelo IPCA, que foi de 4,62%, a análise conclui que o crescimento real do setor se destaca ainda mais, evidenciando um avanço consistente e sustentável.
O Grupo Dia a Dia segue liderando o ranking, e esteve novamente no TOP 10 da região Centro-Oeste. Com 27 lojas atualmente, o centro administrativo da marca fica no Setor de Indústrias e Abastecimento, no DF. O empreendimento também ocupa nesta edição do ranking, a quinta posição no ranking nacional geral (que abrange todas as modalidades).
Para Branco Amaral, presidente do conselho do Atacadão Dia A Dia, que se destacou com um faturamento de R$ 5.102.663.114, é gratificante ver o trabalho diário ser reconhecido no ranking. “Isso é fruto de um planejamento iniciado há dez anos, com esforço contínuo ano após ano”. O empresário agradece os clientes, por reconhecerem o compromisso do Dia A Dia em oferecer o melhor preço e a melhor qualidade. “Também reconhecemos a parceria da indústria, que sempre acreditou e investiu em nós”.
Branco destaca que esses resultados trazem um sentimento de responsabilidade, para que eles ofereçam cada vez mais, o melhor preço com qualidade no setor atacadista. “Temos orgulho de trazer para nossas lojas o que há de melhor no Brasil e no mundo, com inovações constantes. Este ano, além de celebrarmos a escalada no ranking, ultrapassamos mais de 10 mil colaboradores no quadro, algo muito significativo para nós. É uma honra sermos reconhecidos como um dos maiores contribuintes e empregadores do setor”.
O setor atacadista é o maior arrecadador de impostos no DF, com o Dia a Dia como um dos principais contribuintes. Branco acredita que o setor continuará crescendo nos próximos anos, e que o Dia A Dia está preparado para acompanhar esse crescimento. “Planejamos inaugurar oito novas lojas, expandir nossa presença em novas praças e aumentar a contratação de representantes comerciais”.
Setor que gera empregos e movimenta a cadeia produtiva
Álvaro Júnior, presidente do Sindiatacadista-DF, acredita que a importância do crescimento do setor atacadista distribuidor e seu impacto na economia brasileira reflete não apenas a sua importância econômica, mas também a sua capacidade de gerar empregos e movimentar toda a cadeia produtiva. “Estamos comprometidos em continuar contribuindo para o desenvolvimento do país”, afirma.
O presidente explica que esse setor faz o elo entre o produtor, a indústria e o varejo, então ele é um segmento, um setor que cresce bem no Brasil. “Especificamente aqui no Distrito Federal, ele já vem crescendo há muito tempo, e hoje é o principal setor de arrecadação de impostos dentro do resto do setor atacadista”. Como Álvaro cita, o DF tem a lei 5005/2012, que define as condições e os procedimentos de apuração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Distrito Federal, criada com o objetivo de estimular o desenvolvimento do setor atacadista ao reduzir a carga tributária.
Então para Álvaro, é muito positiva a posição geográfica do Distrito Federal, que junto das políticas governamentais têm ajudado muito que o setor cresça cada vez mais. “Temos aqui talvez o melhor aeroporto para fazer logística para o norte, nordeste, centro-oeste do país. Então, é a consolidação do DF como um grande polo regional para o atacado distribuidor”.
Álvaro comenta que o desafio do setor no Brasil é a taxa de juros, já que o atacado é o grande financiador, principalmente dos pequenos e médios negócios. “As empresas estão a cada dia com mais dificuldade de crédito e juros muito altos, o que hoje tem atrapalhado muito. Então a gente torce que as políticas fiscais do governo evoluam”. Mas ele está esperançoso de que o futuro do setor apresente resultados cada vez melhores. “Para que a gente possa ter um ambiente de baixa da taxa de juros, e que a gente tenha um comércio mais saudável”.
O Ranking ABAD NielsenIQ 2024, faz uma análise anual dos resultados e da atuação dos agentes de distribuição de todo o país. Segundo a ABAD, esse estudo reafirma o papel fundamental do setor atacadista distribuidor na economia brasileira e destaca o seu potencial de crescimento contínuo e sustentável. Para o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, o ano de 2023 foi uma caminhada desafiadora que foi vencida com resiliência e atitude. “Conseguimos atingir nossa expectativa de crescimento, o que nos leva a perspectivas positivas para 2024, mesmo sabendo que novos desafios virão”, diz.
O Distrito Federal se destaca com 44 empresas participantes do estudo, junto com 84 participantes do Rio de Janeiro, 82 empresas de Alagoas, 56 de Santa Catarina, e com mais 53 empresas do Paraná.
O mercado de consumo em geral
O ranking ABAD 2024 também analisou que o faturamento representa aproximadamente 52,5% do mercado geral de consumo, que cresceu +9,7% e chegou a um total estimado em R$ 769 bilhões de acordo com avaliação da NielsenIQ. Esta é a melhor marca desde 2019, no cenário pré-pandemico quando o percentual atingiu 53%.
Todos os modelos de operação apresentaram desempenho positivo. Com crescimento de dois dígitos (+10,8%), o “distribuidor com entrega”, que representa 45,6% do faturamento reportado na pesquisa, ganha destaque. Na sequência, tanto o “atacado generalista com entrega” quanto o “atacado generalista de autosserviço”, cujas representatividades estão respectivamente em 35,6% e 13,1%, tiveram crescimento de +7,7%. Esses dados excluem o maior player, que é o Atacadão, para ser possível mensurar melhor o segmento.