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Brasília

Detalhes sobre o ato que marcou Taguatinga nesta segunda

Arquivo Geral

25/06/2013 9h00

Uma das cidades mais populosas do DF, Taguatinga   decidiu, assim como o restante do País, mostrar que está mobilizada. Mais de 500 pessoas protestaram, inclusive na porta da residência oficial do governador Agnelo Queiroz. Ali, os manifestantes diziam: “Governador, mais salário para saúde e professor”. O objetivo era tentar uma conversa com Agnelo. Contudo, eles não foram atendidos.

 

Os manifestantes eram, em sua maioria, jovens com idades entre 12 e 20 anos. O líder deles, que preferiu não se identificar, afirmou que eles estavam   “representando o povo”. O protesto começou por volta das 15h na Praça do Relógio. Depois de irem até a   residência oficial, eles pararam    o tráfego da EPTG.  “Se a gente não fechar pistas, não expor cartazes e gritar que estamos aqui, nem o povo nem os governantes nos ouvem”, salientou a estudante Mariana Lima, 18 anos.

 

“Vem pra rua”

Com o tema “Vem pra rua”, os manifestantes seguiram pela EPTG, já na volta, rumo à Taguatinga. Foram mais de duas horas com o trânsito parado. A chamada “velha guarda”  demonstrou apoio à  causa.  “Estamos aqui para demonstrar nossa insatisfação com toda essa corrupção. A aprovação da PEC 37, por exemplo, é um dos nossos temas. Somos contra”, ressaltou o professor Adilson Rocha, 45 anos, referindo-se ao projeto que limita o poder do Ministério Público a investigar crimes. Adilson participou das Diretas Já e também do Fora Collor. “Pensei que nunca mais veríamos essa mobilização. É emocionante”, disse.

 

Com cartazes e faixas, os jovens foram   até o centro de Taguatinga. Lá, fizeram uma roda no cruzamento próximo à Administração Regional. Mais uma vez, o trânsito   parou. “Sou estudante. Vim pelo caos que está a educação. As escolas, salas de aula, tudo está ruim. E, sim, faltam professores”, apontou  Brenda Rodrigues, 16. Sua irmã mais nova, Débora, de apenas sete anos, também pintou o rosto com as cores da bandeira e foi, como disse, “aprender sobre educação”.

 

Polícia detém suspeitos

 

Até as 19h, a manifestação aconteceu completamente sem vandalismo. Contudo, na Praça do Relógio, quando anunciaram que continuariam rumo à Comercial Norte da cidade, três vândalos foram presos portando bombas e fadas. Eles pertenciam à torcida organizada de um time de futebol brasiliense, segundo a polícia. Com medo de que ocorressem cenas de violência e depredação, os comerciantes da região fecharam as portas das lojas.

  

“A gente está mobilizado com o País. Muitos podem não saber por que estão aqui. Mas o objetivo está sendo cumprido: chamamos atenção de quem deveria nos ver”, disse a estudante Kelly Karine Juliane.

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