A Polícia Civil já descobriu que o nigeriano Abraham Dazigha, 40 anos, induziu pelo menos três vítimas a entregarem um total de mais de R$ 200 mil em troca de dólares falsos. Ele foi preso em flagrante, nessa quinta-feira, pelo golpe “do dólar preto”.
O golpista, que já tem passagem pela polícia em 2010 pelo mesmo motivo, em São Paulo, será autuado por estelionato podendo responder a pena de um a cinco anos. As investigações apontam que o suspeito abordava empresários com uma proposta de negócio irrecusável: a troca de uma mala de quatro milhões de dólares por R$ 100 mil.
A primeira vítima, moradora de Vicente Pires, procurou a 38ª DP há um mês quando percebeu que foi enganada. “Ele aparecia todo arrumado, dizendo que investiria nas empresas brasileiras. Contava que para entrar no País com a grande quantidade de dólares e burlar a fiscalização alfandegária, teve que passar tinta preta nas notas, algo comum na África na guerra civil. Ele passou um produto em cima do dólar preto e removeu a tinta”, diz a delegada Tânia Dias Soares.
No primeiro contato, segundo a delegada, Abraham mostrava a maleta de dinheiro e pedia R$ 100 mil para a compra do produto. A maleta ficava com a pessoa como garantia, e o golpista voltaria com o produto para devolver à cédula sua cor original. Mas desaparecia com o dinheiro e as notas tingidas eram pedaços de papel carbonato pintados de preto.
Negócios
Morador legal de Canoas (RS), há 14 anos, ele dizia estar em Brasília a negócios. Quando detido, Abraham fingiu não falar português e negou tudo. “Sou comerciante no Sul. Só estava comendo no restaurante e me prenderam. Tenho dólares porque não sou do Brasil, mas não cometi nenhum crime”, alegou.