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Brasília

Desrespeito com a educação

Arquivo Geral

20/08/2013 7h03

O segundo semestre letivo de 2013 da Universidade de Brasília (UnB) teve início ontem e os alunos não encontraram um cenário condizente com um ambiente onde educação deveria estar em primeiro lugar em todos os sentidos. Carteiras quebradas, paredes pichadas e banheiros depredados fazem parte do cenário da instituição, ranqueada entre as melhores da América Latina.

 

Além do prejuízo para a imagem da universidade, o vandalismo custa caro. Segundo a UnB, no primeiro semestre deste ano, a Prefeitura dos Campi (PRC) precisou substituir dezenas de lixeiras depredadas e instalar novos cestos a um custo de mais de R$ 70 mil. Carteiras e mesas de anfiteatros também são alvos constantes das agressões ao patrimônio público. Mais de 300 delas estão em fase de substituição. Os gastos só não serão maiores porque parte do mobiliário está na garantia.

 

Furtos

 

“Precisamos conscientizar as pessoas de que toda a comunidade sofre com o ataque ao patrimônio da UnB”, diz a diretora de Administração da PRC, Ana Silva. Ela avalia que aportes destinados à reparação de objetos poderiam ser aplicados em atividades voltadas para o desenvolvimento acadêmico. 

 

A diretora relata, ainda, problemas frequentes na manutenção dos banheiros. “Levam até as saboneteiras”, lamenta. O Restaurante Universitário (RU) é outro espaço prejudicado pelo desrespeito ao bem comum. “O furto de talheres e canecas é frequente”, informa a diretora do local, Ygraine Hartmann. 


Violência ao bem comum

 

Professora do Departamento de Sociologia, Tânia Mara de Almeida enxerga nesse comportamento uma repetição do que ocorre em escala ampliada no país. “A UnB é muitas vezes tratada como espaço público de ninguém, em vez de ser um espaço de todos”, diz. Tânia avalia que o desrespeito às atividades de ensino também pode ser caracterizado como uma forma de violência ao bem comum.

 

Pichações nos muros

 

Muros recém-pintados do Instituto de Artes (IdA), da nova sede da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Face) e a entrada do Restaurante Universitário (RU) foram pichados na semana passada. As mensagens fazem referência ao reestabelecimento do Conselho Diretor, ao Diretório Central dos Estudantes e à gestão da universidade. A Segurança do Campus investiga o caso. “Ao identificarmos os autores, vamos reportar para a administração superior”, afirma Josué Barbosa Guedes, responsável pelo setor.  Ainda não há previsão reparar as áreas.


Responsabilidades

 

A vice-reitora, Sônia Báo, afirma que a administração da UnB vai agir para responsabilizar quem dilapida o patrimônio da universidade. “A comunidade acadêmica não compactua com ações de vandalismo e não aceita esse tipo de comportamento”, diz. A decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, diz que “a formação oferecida na UnB não combina com esses atos”.

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