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Brasília

Desrespeito às regras

Arquivo Geral

16/09/2013 7h00

Não há nada melhor do que passar os dias de folga passeando com a família em lugares bonitos como os parques de Brasília. Exemplo de beleza e diversão garantida é o Parque Ecológico Península Sul, na QL 12 do Lago Sul. O lugar é bastante visitado, principalmente, nos fins de semana. Ocorre que muitos dos visitantes têm se esquecido de manter a organização do  local e os moradores da quadra mais próxima estão sofrendo com os vários problemas que têm surgido.  Muitos motoristas, por exemplo, estacionam o carro nas entradas de garagem das casas. A sujeira é outra questão que incomoda. 

 

Garagem obstruída

 

A babá Marli Rezende, 35 anos, trabalha em uma residência no conjunto 16, na rua da entrada do parque, e conta que o patrão até comprou cinco cones para que os visitantes parassem de fechar as saídas das garagens da casa. “Não tinha como manobrar. Com os cones, foi possível solucionar este problema. Entretanto, aqui fica complicado até para dar festas porque a rua fica tomada de carros e o Parque não tem estrutura de estacionamento. O que sobra de vaga são as laterais das ruas residenciais”, observa. 

 

Cachorros

 

Uma moradora também do conjunto 16, que preferiu não se identificar, usa o parque todos os dias para fazer caminhadas e reclama de cachorros soltos andando pelo local, muitos deles de grande porte. “Outro dia, enquanto praticava exercícios, vi a minha amiga cair ao receber um “abraço” de um deles. Nós levamos um grande susto. Embora o dono do cachorro alegue que o animal é dócil, acaba sendo muito perigoso para os frequentadores porque a gente nunca sabe quando o animal terá uma ação violenta.  Além do mais, essa minha amiga poderia ter se machucado com a queda”, reitera a moradora. 

 

Outros moradores e frequentadores do parque citam, ainda, problemas como a falta de recolhimento das fezes do animal pelos proprietários.

 

Versão Oficial

 

A Administração do Lago Sul reconhece os problemas no local e diz estar planejando junto ao Governo do Distrito Federal melhorias no Parque Península a partir do próximo ano. “Este lugar foi criado em 2003 a pedido dos próprios moradores, no entanto, não houve planejamento para receber grandes públicos já que ele não é privativo e, sim, público. Estamos trabalhando para readequar essa área. Falta estacionamento, melhor iluminação e outros equipamentos públicos, melhorar a ciclovia, revitalização da quadra de tênis e a questão do assoreamento do Lago”, cita o administrador regional, Wander Azevedo.  “O que temos feito a curto prazo é pedir à Polícia Militar o policiamento frequente do lugar”, completa. 

 

Para Wander, o parque é de todos, porém, é necessário seguir as regras.

 

Falta educação no lugar que é público

 

Embora as normas do Parque da Península estejam expressas em placas na entrada do local, muitos frequentadores não as cumprem. Uma das normas diz que não é permitido andar com cães sem coleira, mas a estudante Laísse Sousa, 24 anos, leva dois cachorros  das raças Golden Retriever e Labrador para nadar no Lago Paranoá e admite não ter o costume de colocar as coleiras nos bichos. “Não vejo problema em não ter coleira, mas ando sempre com ela na bolsa e quando acontece de alguém se incomodar eu uso”, rebate.

 

Já o motorista Thiago Marcos dos Santos, 29 anos, usa a coleira no seu Dogger Argentino. “Ele tem essa cara de valentão, mas é tranquilo com todos. Mas o trago preso porque as pessoas se assustam com o porte dele”, admite. Ele também usa o sacola de lixo disponível no parque para recolher as fezes do animal.  “Acho bom seguir as regras porque senão vira bagunça”, opina. 

 

Visitantes também ignoram os avisos para não levarem comida ou fazer churrascos na área. 

 

Desobediência

 

A Associação dos Moradores do Lago Sul  relata não poder impedir a frequência dos usuários. “O lugar é público para a convivência. Desobedecer as regras é falta de educação e condenamos isso. E já que temos um governo ‘vagabundo’, os moradores do Península pagam R$ 240 para ter seus garis e preencher a lacuna que o Estado não preenche”, diz o membro-fundador da associação, Pedro Rogério.

 

Fique atento às regras do parque

 

1 Instalação ou afixação de tapumes, avisos, som mecânico ou ao vivo, sem autorização da administração regional;

 

2 Abandono de lixo;

 

3 Prática de qualquer tipo de comércio ou serviço;

 

4 Trânsito de veículos não autorizados;

 

5 Instalação de balanços, redes ou cordas nas árvores;

 

6 Utilização de bebidas alcóolicas (menores de 18 anos) e drogas ilícitas;

 

7 Qualquer ato que provocar incêndios (churrasqueiras, fogueiras);

 

8 Cães sem o controle de seus proprietários por meios de coleiras (os dejetos deverão ser coletados e depositados no lixo).

 

9 Levar comida para o parque.

 

Serviço 

 

Parque Ecológico Península Sul

Endereço:  QL 12, do Lago Sul

Funcionamento:  6h às 21 h

 

 

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