Marina Marquez
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Uma decisão judicial determina a desocupação do Centro de Atendimento Juvenil Especializado do DF (Caje), mas isso só deverá ocorrer em 2011, ficando, portanto, a cargo do futuro governo petista de Agnelo Queiróz, que já se manifestou sobre o assunto. Ele afirmou que, independentemente de decisão judicial, já tinha planos de desativar o local de internação que trouxe tantos problemas para a sociedade nos últimos anos.
“Mesmo sem uma decisão judicial eu anunciei na campanha que fecharia aquele Caje. A situação ali é absolutamente inviável”, afirma. Segundo ele, o futuro governo está trabalhando em um projeto de criação de quatro unidades menores, com no máximo cem vagas cada uma, para o tratamento e internação dos jovens infratores, com um projeto de política educacional e incentivo ao trabalho e desenvolvimento profissional, pensando no futuro dos menores que cometem infrações e são encaminhados para lá. “Se me perguntarem quando ficará pronto, quanto custa, eu ainda não sei. Vamos ter que fazer planejamento. Mas a decisão já está prevista e é essa: fechar o Caje”.
Plano gradual
De acordo com a decisão do juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal (1ª VIJ), Renato Rodovalho Scussel, o GDF deve apresentar um plano de desocupação gradual e uma solução para os menores o quanto antes, de forma que no prazo máximo de 90 dias, ou seja, a partir de março de 2011, o local não poderá mais receber jovens para internação.
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