Na manhã de ontem, na hora da contagem dos presos, os agentes carcerários do Presídio de Águas Lindas de Goiás sentiram falta de alguns detentos. Rapidamente foi comunicado o fato à polícia, rondas frequentes passaram a ser feitas perto das localidades onde moram os presos que fugiram do local.
Segundo a polícia, os bandidos que fugiram são de alta periculosidade. Um deles é o que teria tentado matar o policial civil Ubiratan Sampaio no último dia 20 de outubro. No começo da noite daquele dia, às 19h, o agente Sampaio, mais conhecido por Bira, estava em seu VW Cross Fox, passando pela avenida do Jardim Brasília, quatro elementos, dois deles armados, se aproximaram do carro dele e sem dizer nada começaram a disparar. Foram quatro tiros. Dois atingiram o veículo. Toda a PM, agentes civil e carcerários estão em total alerta em Águas Lindas, nos municípios vizinhos e no DF.
O então presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional da OAB em Goiás, Paulo Gonçalves, já havia afirmado, desde o ano passado, que “as condições do presídio de Águas Lindas são inumanas”, tanto pela superlotação quanto pela insalubridade. Na época, o presídio, que tem capacidade para 50 presos, já abrigava 150. “Esse prédio sequer foi concebido para servir de presídio. Daí essas improvisações que causam toda sorte de mal ao condenado e àqueles que estão esperando julgamento, que são os presos provisórios”, disse Gonçalves, após visitar o interior do presídio.
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