Marina Marquez
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Esta semana será decisiva para a investigação do triplo homicídio ocorrido em 28 de agosto de 2009 no bloco C da 113 Sul. A delegada da Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida), Mabel de Faria, já está na cidade de Montalvânia (MG) para colher os depoimentos das principais testemunhas que estão na cidade, entre elas o sobrinho do ex-porteiro Leonardo Alves Campos, Paulo Cardoso, que também confessou a participação no crime, e as pessoas que teriam comprado dele as joias roubadas no apartamento do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). José Guilherme Villela, a mulher, Maria Carvalho Mendes Villela, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, morreram com 73 facadas no ano passado.
Investigação
A delegada da Corvida vai seguir a linha de investigação apresentada pela 8ª Delegacia de Polícia do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) para apurar a participação do ex-porteiro do bloco C e seu sobrinho no crime que até então apontava a filha do casal Villela, Adriana, como mandante e autora. Em Minas, Mabel deve colher o depoimento de outra testemunha que reforçaria o caráter do triplo homicídio como um crime encomendado e premeditado por Leonardo, e não apenas um latrocínio como os presos que confessaram o crime disseram.
Um homem da cidade mineira prestou depoimento neste fim de semana revelando que foi procurado por Leonardo diversas vezes em fevereiro de 2009, quando veio a Brasília para resolver um problema com seus documentos, para ajudar a matar “um velho” na capital. Segundo ele, o ex-porteiro teria revelado inclusive que uma mulher encomendara o crime e a vítima era um ex-ministro de Brasília. A testemunha disse ter recusado e nega participação no crime.
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