A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e a Escola de Assistência Jurídica (Easjur) divulgam o resultado da pesquisa popular realizada durante o projeto 100% Cidadão no Areal, bairro de Águas Claras, em abril deste ano. A pesquisa é voltada para a educação, saúde, segurança pública, situação socioeconômica e cidadania, além disso, visa conhecer a população da região em que estão sendo oferecidos os serviços da Defensoria Pública.
Durante a pesquisa foi constatado o alto índice de moradores que desconhecem os seus direitos fundamentais, o que atinge a marca de 75%. Em relação ao direito do consumidor, apenas 4% dos entrevistados tem bom conhecimento sobre o assunto. Em sua maioria, 55%, não conhecem outras técnicas de resolução de conflitos, como a conciliação e mediação. Dentre os jovens e adultos, 13% não tem o nome do pai na Certidão de Nascimento.
A pesquisa revelou também, que 49% dos entrevistados concluíram o ensino médio; 41% possuem casa própria e a maior parte dos entrevistados, 85%, não participam de programas ou serviços socioassistênciais e 44% estão empregados.
Sobre a violência na região, 75% dos moradores entrevistados declararam o local perigoso, ressaltando ainda, por 33%, a violência doméstica contra a mulher, como acontecimento frequente. Com relação aos problemas psicossociais, 94% declararam que o número de usuários de drogas, álcool e moradores de rua tem aumentado no bairro.
Para 81% dos entrevistados não há acessibilidade para portadores de necessidades especiais. A pesquisa, ainda, aponta que o serviço público de maior carência na região é a saúde, seguida de habitação e educação.
A pesquisa faz parte da segunda etapa executada pela Defensoria Pública do DF, no projeto 100% Cidadão. Com isso, a instituição pretende realizar audiências públicas com as lideranças comunitárias e, em seguida, com justificativas e soluções sobre políticas inexistentes, ineficientes ou deficitárias, levar as negociações aos administradores do poder público. Por fim, as medidas necessárias e não cumpridas, serão tramitadas para uma Ação Civil Pública (ACP).