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Brasília

Debate sobre ampliação do setor hoteleiro evidencia posições bem divergentes

Arquivo Geral

11/10/2011 6h43

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

A expansão do Setor Hoteleiro Norte, com a liberação de áreas da Quadra 901 para novas construções, está rendendo polêmica. De um lado, o governo defende a necessidade de criar novos leitos na capital para atender à demanda que será ampliada com a realização de grandes eventos esportivos em 2013 e 2014. Por outro, urbanistas e até representantes do setor hoteleiro dizem não haver necessidade desta ampliação. O tema será debatido em audiência pública, no próximo dia 21, no Teatro Nacional. 

 

Em apresentação prévia na manhã de ontem, na Administração de Brasília, se pôde perceber que o tema ainda tem muito que ser discutido. Em contraposição à opinião do administrador de Brasília, Messias de Souza, membros do grupo Urbanistas por Brasília batem o pé contra o projeto.

 

De acordo com o administrador, os debates são justamente para ouvir a opinião dos brasilienses. Ele faz questão de  esclarecer, contudo, que Brasília tem a necessidade de se preparar para grandes eventos, como a Copa do Mundo de Futebol e a Copa das Confederações. “Hoje, o número de leitos disponíveis é insuficiente para receber eventos de grande porte. Temos histórico de eventos que não ficaram na cidade devido à falta do sistema hoteleiro”, afirma Messias de Souza. Após a audiência e ouvidas todas as partes, o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan) preparará uma proposta para ser encaminhada à Câmara Legislativa para apreciação.

 

A intenção é construir um complexo de prédios com hotéis, shoppings, restaurantes e áreas de lazer no terreno de 85 mil metros quadrados, destinado originalmente a escolas, igrejas, instituições de ensino e de saúde. A sugestão é mudar a Norma de Gabarito de Brasília, que delimita a altura máxima de prédios em 9,5 metros para 45 metros. Assim, as empresas que comprarem o terreno, avaliado em R$ 700 milhões, poderão construir prédios  até 15 andares.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (11) do Jornal de Brasília

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