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Brasília

Dados bancários eram roubados em site falso

Arquivo Geral

21/08/2013 7h40

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha que fraudava contas bancárias no Distrito Federal. Quatro pessoas foram presas: dois homens acusados de recrutar pessoas para participar da fraude e dois laranjas que emprestaram suas contas para receber dinheiro. O suposto líder do grupo, Márcio Britto Rezende, 27 anos, já teve a prisão decretada, mas está foragido.  A polícia estima que o golpe tenha rendido pelo menos R$ 140 mil.

 

No momento do flagrante foram apreendidos R$ 22 mil em espécie, além de veículos utilizados pelo grupo. Todos se encontram em liberdade provisória mediante pagamento de fiança. 

 

O crime

 

De acordo com a delegada da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), Cláudia Alcântara, a quadrilha utilizava-se de dados de contas bancárias obtidas através de sites falsos de bancos. “O correntista entrava, sem querer, na cópia do site oficial do banco. Ali, fornecia todos os seus dados bancários. Assim, a quadrilha tinha acesso às contas. A partir daí, eles faziam transferências, débitos e ainda mudavam o número do telefone da vítima, para que ela não recebesse mensagem sobre as transações”, explica. 

 

Segundo a polícia, as vítimas tiveram seus celulares bloqueados por 24 horas. Por isso, a PCDF investiga a suposta participação de funcionários de operadoras de telefonia celular no crime.

 

A delegada conta que o grupo agia nas sextas-feiras para que o dono da conta não percebesse a ausência do dinheiro. Os valores furtados eram transferidos  para a conta de terceiros, os laranjas, que recebiam 30% do valor de cada depósito. Os “recrutadores” recebiam R$ 100 por conta. 

 

As investigações se iniciaram há três meses devido ao elevado número de queixas de pessoas que procuraram a delegacia com relatos parecidos de que a conta bancária havia sido acessada por terceiros, e que o dinheiro foi utilizado em transferências e pagamentos. Pelo menos dez pessoas foram vítimas. 

 

Saiba Mais 


A delegada Cláudia Alcântara diz acreditar ter mais gente envolvida no golpe, já que a mesma conta só podia ser usada apenas duas vezes.

 

A pena por furto mediante fraude é de dois a quatro anos, enquanto que por formação de quadrilha é de um a três anos.

 

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