Sarah Barros
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Os efeitos do aumento de custos e da demanda já se fazem sentir nos preços dos serviços oferecidos no Distrito Federal. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), essa elevação tem se situado acima da inflação, que, nos doze meses encerrados em setembro, ficou em 3,47%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor.
Uma boa notícia é que a variação de preços no Distrito Federal ficou abaixo da média nacional, com índice de 4,36%. Porém, o patamar acima da inflação nos preços de serviços é generalizado pelo país, segundo o economista da FGV André Braz. “O setor de serviços emprega muita mão-de-obra sem especialização, que tem salários calculados com base no salário mínimo”, avalia. Como a política de valorização do salário mínimo tem proporcionado ganhos acima da inflação – a elevação para R$ 510 em janeiro deste ano representou um ganho real de 6,02% sobre a inflação do ano passado -, os custos trabalhistas com estes profissionais também aumentaram, sendo repassados para o consumidor.
Além disso, o aquecimento da economia é um fator de impacto sobre os preços deste segmento. “Com o aumento da massa de salário e a queda na taxa de desemprego, aumenta o bem-estar da população, que se sente mais à vontade para incorporar mais serviços ao consumo”, acrescenta Braz. Neste cenário, a demanda cresce, trazendo os efeitos da lei da oferta e da procura.
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