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Brasília

Curso da Rede Feminina fortalece autoestima de pacientes com câncer

Dezoito mulheres concluíram oficinas promovidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer no Hospital de Base do DF. A próxima turma terá 20 vagas no segundo semestre.

Redação Jornal de Brasília

02/07/2026 19h55

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Fotos: Divulgação/IgesDF

Dezoito mulheres em tratamento contra o câncer concluíram, nesta quinta-feira (2), um curso de artesanato, educação financeira e cabeleireiro promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer para pacientes atendidas pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Ao longo do primeiro semestre, as participantes se reuniram quinzenalmente na Casa Rosa, sede da instituição, em atividades que combinaram oficinas práticas, conversas conduzidas por psicóloga e momentos de acolhimento. Segundo a gestora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, a proposta é oferecer apoio emocional, ampliar habilidades e estimular novas possibilidades de geração de renda durante o tratamento.

Entre os relatos apresentados na cerimônia, as pacientes destacaram a transformação pessoal proporcionada pelo projeto. Keila Mesquita afirmou que passou a se sentir segura para sair de casa, enquanto Iraci Francisca dos Santos contou que conseguiu vender peças produzidas nas oficinas e usar o dinheiro para realizar um sonho antigo. Marialva Helena Ferreira também afirmou que repetiria a experiência, se tivesse oportunidade.

Nas aulas, as participantes aprenderam a confeccionar acessórios e a trabalhar técnicas de corte, hidratação e escova. Todo o material foi fornecido gratuitamente e podia ser levado para casa. A professora de artesanato Roseni dos Santos Ferreira destacou o empenho das alunas ao longo dos meses de atividade.

O projeto foi viabilizado por emenda parlamentar destinada pela senadora Leila Barros, que participou do encerramento. Diante dos resultados, a Rede Feminina informou que abrirá uma nova turma no segundo semestre deste ano, com 20 vagas.

A cerimônia também foi marcada por uma homenagem à coordenadora de artesanato e voluntária Mariângela Moreira, que morreu no início de junho. Em reconhecimento à sua atuação na instituição, a sala de artesanato da Rede Feminina passará a se chamar Sala Mariângela.

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