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Brasília

Crise das companhias estatais prejudica distribuição de água e energia

Arquivo Geral

06/03/2011 9h26

Valtemir Rodrigues
valtemir.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

 

Sem energia e sem água. Uma realidade possível para os próximos anos no Distrito Federal  tomando por base a crise que atinge as empresas prestadoras de serviços básicos à população, a exemplo da Companhia Elétrica de Brasília (CEB) e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). A primeira delas vive atualmente a maior crise de sua história, com dívidas que ultrapassam a cifra dos R$ 800 milhões, como noticiado pelo Jornal de Brasília no último sábado. Com dívidas tão pesadas, os investimentos em infraestrutura  ficam  comprometidos e o sistema elétrico só tende a piorar.

 

A situação parece ainda mais grave ao se observarem os índices crescentes de demanda por esse tipo de energia aliados ao aumento populacional. Dados do sistema elétrico nacional mostram que o gasto com eletricidade na capital federal cresceu 7,2% nos últimos cinco anos, passando o índice brasileiro de 4%. Além disso, é registrado em Brasília o maior consumo individual, com uma média, em 2010, de 223,9 KWh por pessoa, superando o índice brasileiro de 156,5 KWh por pessoa.


Situação é grave

 

Mesmo com várias subestações e linhas trabalhando em sua capacidade máxima, a CEB garante que a operação e a manutenção do abastecimento à comunidade não estão ameaçadas. Entretanto, reconhece que a situação é grave e que um plano emergencial precisa ser executado de imediato para não colocar o sistema em colapso.

 

“Com a falta de investimentos aliada ao envelhecimento da rede e ao acúmulo de dívidas, chegamos a essa péssima situação. Por isso, precisamos de ações efetivas e urgentes para resolver o problema”, explica Mauro Martinelli, diretor de engenharia da CEB. Ele afirma que um grupo de trabalho já foi montado e um plano de recuperação econômica para cancelar contratos e renegociar o que for possível com bancos, empresas e fornecedores já está em fase inicial para minimizar os danos.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (06) do Jornal de Brasília

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