Gabriella Bontempo
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Uma das cidades mais antigas do Distrito Federal, o Cruzeiro Novo, padece com a criminalidade cada vez mais crescente na região. Segundo moradores e empresários, o alto poder aquisitivo, os carros expostos na rua e a falta de policiamento contribuem para o fim da tranquilidade no local.
O servidor público federal e morador da região há mais de 20 anos, Caio Fedreo, 51 anos, sentiu na pele os efeitos da violência. Em maio, por volta das 22h, ele e a mulher foram abordados por ladrões armados, na entrada do prédio. “Nunca tinha visto isso. Fiquei com duas armas em minha cabeça e o meu veículo, que foi levado pelos criminosos, nunca mais foi encontrado. Hoje, às 21h a gente já fica atento. Nosso problema, agora, é voltar para casa”, conta. Para ele, o principal problema é a falta de garagens dos blocos. “Todos os carros ficam na rua a noite inteira. Isso acaba se tornando um atrativo para bandidos”, observa.
Mas não é só Caio que se espanta com a mudança na cidade. Uma moradora, que não quis ser identificada, conta que, quando chegou ao Cruzeiro Novo, era possível andar tranquilamente pelas ruas. Hoje, é chegar e entrar em casa. “Antigamente, a gente andava o Cruzeiro de cabo a rabo, às duas da madrugada. Mas isso, era há 25 anos”.
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