Da Redação
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O comerciante E.S. e a família passaram horas de terror. Dois homens armados entraram na lanchonete dele, em Brazlândia, roubaram R$ 150, celulares e o carro da família com o filho do empresário, de sete anos, dentro do veículo. O crime ocorreu por volta de 23h de terça-feira e a loja já estava vazia.
A vítima se preparava para fechar o local e telefonou para a mulher buscá-lo. Ela foi com o filho e estacionou o carro na frente da loja enquanto esperava o marido. “Eu estava com a cabeça baixa. Passou um homem e perguntou se eu estava bem, logo ele entrou na loja”, afirma a mulher.
O homem pediu ao comerciante um refrigerante, enquanto o comparsa aguardava na porta. Em seguida, ele anunciou o assalto e pediu que o atendente deitasse no chão. “Eles chamaram minha mulher no carro, falando que eu estava passando mal, quando ela entrou começaram a gritar entra, entra, senão ele vai morrer”, conta o comerciante.
Depois que roubaram os pertences, deixaram o casal trancado na lanchonete e saíram com o carro, no banco de trás, a criança dormia. Os comerciantes, desesperados, quebraram o vidro e arrombaram o portão, até que os vizinhos chegaram e ajudaram. “Eu gritei, falei para os ladrões que meu filho tava lá dentro, mas não adiantou”, disse a mulher.
liberação
Os suspeitos abandonaram a criança, sem ferimentos, em uma estrada de terra que liga Brazlândia a Águas Lindas (GO). Uma van escolar que passava pelo local levou o menino para o posto policial e em seguida ele se encontrou com os pais. O veículo foi encontrado mais tarde, com a barra de direção quebrada.
“Já ocorreram crimes como esse antes, no período noturno. Os ladrões se aproveitam da rua vazia”, afirma o delegado-adjunto, Fernando Cocito, da 18ª DP, onde o crime foi registrado. As vítimas foram até a delegacia, mas não reconheceram as fotos. “Temos 90% de certeza que os indivíduos não são de Brazlândia”, afirma a delegada-chefe, Ingrid Lúcia Gomes. Apesar da greve da Polícia Civil de Goiás, a delegada afirmou que as fotos dos suspeitos de Águas Lindas serão enviadas hoje.
Com medo de retaliações, os comerciantes já pensam em mudar o negócio de endereço. “A gente está vendo se abre em outro lugar, porque já é a segunda vez. Faz três meses que arrombaram o portão e levaram algumas coisas”, lamenta a mulher do comerciante.
“Ainda bem que não houve nada de grave, porque o carro estraga, quebra, mas a gente arruma, dá um jeito. Com o mais importante, que é a vida, não teve nada”.