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Brasília

Criança de dois anos é baleada com tiro na cabeça neste sábado

Arquivo Geral

07/07/2012 16h06

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Por volta das 13h deste sábado (7), uma criança de dois anos de idade levou um tiro na cabeça em um bar de Santo Antônio do Descoberto (GO), na Região Metropolitana do DF. Segundo testemunhas, a menina foi atingida por um homem que se envolveu numa briga no local. Ele teria sacado a arma e atirado pelos menos quatro vezes contra um desafeto. Um dos tiros  acertou em cheio a testa da criança. A falta de agentes de polícia na cidade teria prejudicado o atendimento à ocorrência. Ninguém foi preso até o fechamento desta edição.

 

Era hora do almoço quando os dois envolvidos na briga estavam na mercearia da avó da criança, no bairro Vila Paraíso I. A menina L. brincava nas imediações do local. Testemunhas dizem que  a briga começou quando um dos envolvidos, que bebia cerveja na mercearia, puxou uma faca para o outro. Em resposta, o desafeto teria sacado um revólver. Alguns clientes do comércio teriam tentado conter o atirador, mas não conseguiram evitar a tragédia.

 

 “Eu ouvi os tiros e corri de minha casa  para ver o que era. Quando cheguei lá, vi minha neta com muito sangue escorrendo da cabeça. Foi terrível. Só  a peguei no colo e corri  para o hospital. Ontem ainda, ela me disse que me amava”, lembrou a avó da criança M.S.A., de 50 anos.

 

Os momentos de terror vividos logo após os tiros foram seguidos de minutos de esperança quando, depois de sofrer parada cardíaca, a criança foi reanimada.

 O homem baleado foi conduzido ao Hospital Regional do Gama (HRG). Já a menina L. foi transferida pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros até o Hospital de Base, onde   passou por ressonância magnética para identificar o local onde  a bala foi alojada. Ela será submetida a uma cirurgia, e segue em estado gravíssimo.

Para a tia da criança, G.F.A., 34 anos, a falta de segurança na cidade é um sério problema. “Isso só podia acontecer mesmo. Aqui não tem segurança nenhuma. Nossa pequenininha não pode pagar pela safadeza dos outros. Aqui para uma viatura chegar a uma ocorrência são pelo menos três a quatro horas, se chegar. Assim fica ainda pior”, afirmou.

  No Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Santo Antônio do Descoberto, apenas uma agente de Polícia atendia a demanda de toda a população de Santo Antônio. Até as 17h30, nenhuma informação sobre o crime teria sido repassada pela PM local a Polícia Civil. O local também acabou não sendo periciado.

 

Os contingentes policiais de cidades como Santo Antônio ilustram a precariedade da Região Metropolitana. Informações de fonte da reportagem apontam que apenas seis Policiais Militares atendem em três viaturas a todas as ocorrências de Santo Antônio. Nos plantões da Ciops da cidade, menos de três Policiais trabalham no registro das ocorrências.

 

 

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