Elidilene Barros da Silva, de 22 anos, é mais uma jovem a bandonar o Ensino Médio. A moradora de São Sebastião conta que chegou a trabalhar enquanto estudava no supletivo do Ensino para Jovens e Adultos (EJA), mas hoje está desempregada e teve de parar de estudar. “Acho que vai ser difícil voltar ao mercado sem estudo”, resigna-se, lembrando que a irmã e uma amiga também estão na mesma situação. Elidilene faz parte de um grupo de mais de 50 mil jovens, de 18 a 24 anos, que se veem obrigados a cuidar de casa e deixam de estudar logo após completar a maioridade.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), demonstram o alto número de jovens dessa faixa etária fora da escola. Dentre esses, mais de 20 mil estão longe das salas de aula e também e do mercado de trabalho no DF. Segundo especialistas, esse pode ser um dos grandes fatores que levam jovens a violência e marginalização.
Estudos alertam para a diminuição da empregabilidade no segmento de pessoas com dez ou menos anos de estudo, ou seja, sem completar o Ensino Médio. Números mais recentes apontam que profissionais com mais de 11 anos de estudo tiveram uma absorção maior no mercado de trabalho. Foram cerca de 15% de contratações entre 2001 e 2009.
A desqualificação, a falta de oportunidades de Ensino Técnico e um Ensino Médio voltado apenas para os vestibulares podem estar dificultando ainda mais o acesso desses jovens ao mercado, segundo os analistas de Recursos Humanos. Observando essa tendência, o governo Lula praticamente dobrou o número de institutos federais de Ensino Técnico. Dados do Ministério da Educação apontam um salto numérico expressivo no número de escolas e institutos técnicos e tecnológicos.
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