Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Já imaginou caminhar pelo cemitério perto do Dia de Finados e, de repente, se deparar com um crânio humano, dentro de uma sacola plástica, jogado em um túmulo aparentemente abandonado? A história, que parece ficção, é real. Na manhã desta sexta-feira (29), a reportagem do Jornal de Brasília caminhava pelo Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, quando os jardineiros que trabalham no local informaram que há uns dias encontraram o crânio. Os jardineiros suspeitam que a ossada possa pertencer a alguma pessoa que está desaparecida, mas a hipótese de que seja de alguma sepultura deixou as pessoas que possuem corpos de parentes enterrados no local bastante transtornadas. Eles temem que o crânio seja de algum parente ou amigo enterrado no local, que já conta com mais de 170 mil corpos sepultados.
O jardineiro que encontrou o crânio preferiu não se identificar. Ele conta que ficou bastante assustado na hora. “Vimos de longe e parecia osso. Mas nem acreditamos. Depois ficamos na dúvida, fomos conferir e levamos um susto quando vimos que era uma cabeça. Uns tempos atrás encontramos um dedo. Agora uma cabeça. Dá até medo de trabalhar.”
Por volta de 12h15, após receber a denúncia feita pelo JBr, a administração do cemitério esteve no local e recolheu o crânio, que estava no túmulo 216, quadra 110 do setor A, próximo ao túmulo da Ana Lídia, um dos mais visitados do cemitério. Segundo o administrador Rafael Alexandre Sales, esse é um fato inédito desde que a empresa Campo da Esperança venceu a licitação e assumiu a responsabilidade pelos cemitérios do Distrito Federal, em 2005.
Leia a matéria completa na edição deste sábado (30) do Jornal de Brasília