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Brasília

Crack atinge em cheio a classe média

Arquivo Geral

29/09/2011 6h43

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

Os usuários de crack têm nome, sobrenome, profissão, idade e classe social. Características que muitos não conseguem enxergar, pois eles são marginalizados quando perdem a identidade ao entrar no mundo subumano ao qual a droga os submete. Por isso, o aluno de Biomedicina do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) Aurélio Matos Andrade passou mais de um ano desenvolvendo o trabalho Caracterização da Cultura do Crack no DF.

Na pesquisa, foram entrevistados cem usuários de crack que passam por tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas do DF (CAPs ADs). Aurélio identificou que dentre os que apresentam vínculo empregatício, o perfil predominante do usuário e ex-usuário de crack é homem, jovem, solteiro, médio nível de escolaridade e média classe socioeconômica.

De acordo com Aurélio, foi identificado que a droga não é prioritária só para aqueles sem conhecimento ou opção de vida, mas também por pessoas de classe média e que sabem dos riscos da droga. “É um número alto. 52% dos dependentes que procuram ajuda têm emprego fixo, com renda mensal entre R$ 1,1 mil e R$ 3 mil. Quase 30% dos viciados em tratamento concluíram o Ensino Médio e 9% cursam uma faculdade. Quem procura tratamento são pessoas mais esclarecidas”, afirma.

Leia mais na edição desta quinta-feira (29) do Jornal de Brasília.

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