Kamila Farias
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Problemas de má gestão na Secretaria de Saúde (SES) causaram R$ 89,9 milhões em prejuízo aos cofres públicos entre os anos de 2004 e 2011. Foram detectadas situações como desvio de medicamentos, descumprimento de horários e irregularidades em contratos. O valor daria para construir quase 90 prontos-socorros infantis, como o do Hospital do Gama, que custou R$ 1,1 milhão. Ou para manter por mais de dois anos uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Junto com os valores, a Corregedoria da Secretaria de Saúde levantou os objetos de irregularidade. No ano de 2011 a maior perda foi na execução de contrato, com R$ 77.981.665,27. “Uma licitação corre normalmente, tem assinatura de contrato, mas no decorrer ele não é devidamente executado. O nosso foco está sendo aí, que é onde está havendo mais prejuízo”, conta o corregedor substituto da SES, Flávio Werneck.
O corregedor afirma que zerar o prejuízo é difícil. O que se está buscando em 2012 é reduzir o montante em relação a 2011, quando o valor chegou a R$ 1.580.243,77. “Demanda certo tempo e existem contratos em andamento que vieram de outra gestão. Ou seja, com o vencimento e novas contratações, esse prejuízo fica razoável”, ressalta.
Carga horária
Outro foco é reduzir o prejuízo com o descumprimento de carga horária, que somou R$ 29.242,12 em 2011. “A SES vai implementar o ponto eletrônico, que permitirá o mapeamento perfeito da carga e o desconto imediato. Hoje, quando identificamos o problema se passaram três meses do ocorrido. Ainda tem a análise e, ao final, o servidor tem o desconto cerca de um ano depois”.
Segundo Werneck, 15 pedidos de demissão foram apresentados neste ano. “Os pedidos foram para avaliação do governador, pois cabe a ele aplicar a demissão. Com isso, queremos mostrar que a corregedoria tem isenção e que vamos apurar e punir os servidores envolvidos com as irregularidades”, afirma.