Menu
Brasília

Corpo de sargento do Bope morto em treinamento é velado nesta terça

Arquivo Geral

24/07/2012 15h59

Anderson Souza

anderson.souza@clicabrasilia.com.br

 

O instrutor e subtenente Francisco César de Carvalho Delgado, de 46 anos, que morreu no último domingo (22) baleado durante instrução do Curso de Operações Especiais da Polícia Militar para policiais do Bope, foi velado no início da tarde desta terça-feira (24) na Capela Católica da PMDF, situada no Setor Policial Sul. Durante o velório, familiares se encontravam no local, além de colegas de trabalho e amigos da família para prestar as condolências. Ele deixou uma mulher e cinco filhos. Delgado tinha 25 anos de corporação. Depois do velório, o corpo foi levado ao Crematório Jardim Metropolitano, que fica no Km 4,7 da BR 040, área especial S/N, Parque Araruama – Valparaíso/GO. 

 

O 2º sargento do Bope da Polícia Militar, Jarbas de Oliveira, contou que Delgado era deixará saudade tanto para amigos quanto para colegas de trabalho devido a sua dedicação no trabalho. “Ele servirá de exemplo para muitos colegas, tanto pela pessoa quanto pelo profissional que era”, diz. Quase em lágrimas, Arimenson Pereira da Silva, de 48 anos, amigo de infância de Delgado, lembra de alguns momentos em que passaram juntos. “Conheço ele desde meus 7 anos de idade, quando nos encontrávamos na quadra 306 Norte para jogar futebol. Ele era um desses poucos amigos que podemos contar pra qualquer coisa a qualquer hora. É muito triste o que aconteceu”, lamenta o amigo. 

 

Delgado perdeu a vida durante um treinamento tático no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília (Ciab), localizado no km 4,5 da BR-040, próximo a Santa Maria e Gama.  Ele teria tropeçado em uma armadilha feita para o treinamento, e foi atingido com dois tiros na perna. Os ferimentos foram provocados por um fuzil calibre 762. O sargento chegou a ser conduzido consciente ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), mas morreu no local. 

 

O amigo do militar, Arimenson, diz acreditar que não houve negligência da corporação. “Pelo que nos contaram, acho que o caso se trata realmente de uma fatalidade. Ele adorava o trabalho que fazia, infelizmente deve ter ocorrido um descuido”, conta.  O corregedor-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Roberto de Oliveira, confirmou que um inquérito foi aberto para investigar as circunstâncias do fato.

 

Sobre o uso de munições verdadeiras durante os treinamentos, o corregedor afirma que é comum sua utilização neste tipo de instruções específicas de técnicas de sobrevivência e tem toda segurança possível. “O tipo de atividade que eles desenvolvem neste caso é necessário a utilização de munições reais”, diz.  De acordo com ele, as atividades na área de operações especiais vão continuar utilizando munições reais. “Caso venha uma recomendação em relação a isso do Ministério Público, iremos estudar e tentar chegar em uma boa situação para ambos os lados”, conclui o corregedor.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado