Bruna Sensêve
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Diversas usuárias do anel contraceptivo Nuvaring foram surpreendidas com a ausência do medicamento em drogarias da cidade. Um dos principais métodos anticoncepcionais utilizado pelas brasileiras teve sua distribuição suspensa, lotes recolhidos do mercado e, mesmo depois de quase dois meses, nenhuma unidade foi vista ou qualquer explicação foi dada às consumidoras. Mais de 20 farmácias do Distrito Federal disseram não receber o anticoncepcional há alguns meses e também não ter previsão de voltar a vender. Poucas souberam explicar. Uma funcionária de uma drogaria na Asa Norte conversou com os distribuidores que também alegaram não ter previsão para o retorno do abastecimento.
Mulheres preocupadas com a suspensão da utilização ou a mudança repentina de método dividem efeitos colaterais que vão da diminuição do fluxo menstrual até sua total suspensão. Diante disso, o medo de algum problema de saúde ou uma possível gravidez não planejada é bastante comum entre elas. A supervisora de vendas Angela Pinheiro, de 26 anos, está sem utilizar a medicação e teme alguma consequência da suspensão repentina. “Estou morrendo de medo porque não posso utilizar outro método. Procurei meu ginecologista, que só poderá me atender daqui há um mês. Estou desesperada”, desabafa Angela. Ela contou que os problemas começaram na última vez que utilizou o medicamento. Sangramentos eventuais e dores abdominais enquanto estava com o anel já a haviam preocupado. “Ouvi muitos boatos na internet e sem uma posição oficial do laboratório, a gente não sabe o que fazer”, conta.
Essa foi a mesma dúvida do médico ginecologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Carlos da Cunha quando começou a receber recorrentes reclamações de suas pacientes. Ele conta que a suspensão da utilização do anticoncepcional ou a troca de método deve ser orientada por um especialista. “Até isso ser possível, devem utilizar métodos de barreira, como a camisinha”, explica.
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