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Brasília

Consumo e tráfico de drogas preocupa moradores do Areal

Arquivo Geral

16/09/2011 7h15

Camila Costa

camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

 

Quem olha uma praça bonita, bem arrumada, com quadra de esportes, pista de skate e mesas de jogos, não imagina o incômodo que ela causa. A praça fica na Quadra 6/8 do Areal e, segundo moradores, comerciantes e pessoas que precisam passar por lá, o local é usado para consumo e tráfico de drogas, em qualquer horário do dia. A população reclama que se sente constrangida em usar a praça para o que realmente ela foi criada, o esporte, o lazer e o entretenimento.

 

Para o estudante Jefferson Cosmo de Sá, de 19 anos, que passa pela praça para ir à faculdade, é um perigo deixar a situação como está. Jefferson conta que, na semana passada, duas mulheres entraram em um mercado, próximo à quadra, e pediram para usar a balança do estabelecimento. Assustado, o jovem disse que as moças pesaram trouxas de droga. “Eu fiquei olhando sem acreditar. Eu fico com medo, pois preciso passar de noite e as drogas estão diretamente ligadas à criminalidade”, avalia. Segundo ele, o policiamento existe,  mas não aborda pessoas em atitudes suspeitas.

 

Há dois anos e meio no mesmo local, o comerciante Mauro Luiz Pinto, de 61 anos, diz que o  uso de drogas na área afeta as vendas do bar.  “Quando entram duas ou mais pessoas eu  olho aonde vão e, se desconfiar, chamo a polícia. Eles sempre vieram quando liguei”, conta. Para Mauro, a saída é tentar selecionar quem frequenta o bar. “Quando vejo que são pessoas estranhas, que vieram da praça e são usuários, não atendo e deixo ir embora”, fala.

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (16) do Jornal de Brasília.

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