O consumo de querosene pela aviação comercial subiu 24% em média, entre maio e junho de 2013, em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado é atribuído à redução de 25% para 12% da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o combustível realizada pela Secretaria de Fazenda do Distrito Federal (SEF/DF).
“A decisão tem impacto direto na competitividade do Aeroporto JK, além de refletir no número de voos recebidos por Brasília. Isso favorece não só a unidade, mas o desenvolvimento de toda a região ao gerar mais oportunidades de negócio, trabalho e renda para o DF”, destaca o secretário de Fazenda, Adonias Santiago.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, o consumo do QAV no DF, aumentou de 32.317 m³ em maio de 2012, para 40.488 m³ no mesmo mês, em 2013. Já em junho, o comparativo demonstra que a utilização subiu de 34.129 m³, para 41.932 m³.
Outros benefícios
A medida vinha sendo estudada desde 2012, mas foi instituída somente no início de abril com a publicação da Lei distrital 5.095/2013. A decisão foi tomada considerando o cenário desfavorável ao setor, nacionalmente, com ênfase nas perdas locais registradas nos últimos meses anteriores à promulgação da Lei (a exemplo da transferência de voos e do abastecimento em outras capitais, como Belo Horizonte).
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), tanto a economia quanto a vida social da cidade foram beneficiadas diretamente pela medida. “Em pouco mais de 120 dias, o JK ganhou novas conexões nacionais e internacionais que impactam o setor de hotelaria, comércio, indústria, exportação e importação, negócios, turismo”, destacou Eduardo Sanovicz, presidente da associação.
“O Aeroporto de Brasília ganhou 56 novas rotas em curto espaço de tempo. Do ponto de vista econômico e social, foi positiva a iniciativa do governador”, elogiou Sanovich, que complementou informando que a capital Federal é o terceiro centro de conexões aéreas do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
GDF se antecipou à crise
Nessa semana, representantes de empresas aéreas e do Governo Federal, órgãos reguladores, e outros membros da aviação comercial brasileira se reuniram no Aviation Business Day, realizado na Confederação Nacional do Transporte (CNT), para discutir o cenário atual e o futuro do setor no País.
Foi apontado pelas empresas que dentre as perdas sofridas pelas companhias devido à alta do dólar, uma das medidas a ser tomada imediatamente é a redução das alíquotas do QAV em nível nacional, seguindo a mudança realizada pelo DF no início de 2013.
Em meio às discussões do evento, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, considerou positiva a iniciativa do Governo do Distrito Federal. “O aumento do número de voos no aeroporto JK e da demanda pelo querosene comprovam a assertividade da redução da alíquota”.
Aeroporto JK
Dados da Inframérica, atual concessionária responsável pela administração do aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek, indicam que em 2012 a unidade teve 188,5 mil pousos e decolagens, numa média de 15,7 mil pousos e decolagens por mês (97,2% voos domésticos e 2,8% internacionais).
Em termos de movimento, recebeu durante o ano passado 15,8 milhões de passageiros, com a média diária de 43,3 mil (30,4% embarques, 27,1% desembarques e 42,5% de conexão.
Atualmente o JK passa por reformas e ampliação da estrutura, e receberá recursos da ordem de R$ 900 milhões que serão investidos até a Copa do Mundo. Além de abrigar o mundial de 2014, a intenção dos aportes é tornar o aeroporto de Brasília no maior hub de voos da América Latina.
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Consumo de QAV no DF (m³) |
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2012 |
2013 |
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Maio |
32.317 m³ |
40.488 m³ |
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Junho |
34.129 m³ |
41.932 m³ |
Dados: ANP