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Brasília

Consumo de energia elétrica no DF poderá ser 10% maior que no ano passado

Arquivo Geral

18/12/2010 16h05

Anderson Souza, com agências

anderson.souza@clicabrasilia.com.br

 

A demanda acumulada de energia elétrica dos últimos 12 meses – em relação ao Sistema Interligado Nacional – cresceu em torno de 8,7% no País, tendo como comparação o ano de 2009, de acordo com o boletim preliminar publicado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Esse aumento é causado graças ao setor residencial, comercial e pela demanda industrial, que continua elevada. Todavia, o ONS percebeu que o mês de novembro teve uma taxa menor, tendo em consideração o mesmo mês do ano passado, já que, “o aumento da carga de refrigeração provocado pela ocorrência de temperaturas acima da média histórica fez com que a carga apresentasse o maior patamar daquele ano”.

 

De acordo com o presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Carlos Leal, a expectativa é que o consumo de energia elétrica no DF seja, aproximadamente, 10% maior do que no ao passado. “A tendência é que o consumo aumente, já que as unidades residenciais também estão sempre aumentando” diz.

 

Ele ainda afirma que a natureza do consumo de energia no DF é praticamente das áreas residenciais e comerciais. “No ano passado, em meio à crise econômica, o consumo no Brasil decresceu, por outro lado, o índice no DF foi o contrário. É possível perceber que um dos motivos desse resultado é pelo fato de que o perfil de Brasília é mais residencial e comercial do que industrial” explica o presidente.

 

Segundo informações da Companhia Energética de Brasília (CEB), o consumo de energia do primeiro semestre deste ano no Distrito Federal cresceu 8,5% em relação ao do ano anterior. Ainda no primeiro semestre, em junho, a demanda de energia alcançou um dos maiores resultados históricos do DF – com 1.013 MW. O aumento no número de consumidores residenciais é considerado um dos principais fatores para esse desenvolvimento.

 

Como é possível notar, por exemplo, no mês de julho, quando houve um acréscimo de 3,6% no número de consumidores residenciais – equivalente a duas mil novas ligações – o que fez com que o DF registrasse o maior consumo residencial de energia do País naquele mês – em suas devidas proporções – com o aumento de 4,1% em comparação ao mesmo período de 2009, segundo o levantamento realizado pela Gerência de Mercado e Comercialização de Energia (GRMC).

 

Leal diz também que a CEB já planeja investimentos para os próximos 10 anos, já que a probabilidade é de que a demanda dobre. “Já temos um planejamento para até 2015, e como isso vai custar um grande investimento, tanto financeiro como o tempo gasto para a construção das ligações, queremos dar inicio desde agora” garante. Ele afirma que alguns desses investimentos já estão acontecendo. “Já fizemos novas ligações em lugares como o Pôr do Sol e o Sol Nascente, na Ceilândia, onde existe uma taxa menor de consumo, diferentemente do Plano Piloto, que é onde os registros são os mais elevados” conclui.

 

 

Dicas para economizar gastos

 

O proprietário de uma loja de produtos eletrônicos em São Paulo, Elton Alves dos Reis, de 23 anos, acredita que um dos motivos para o aumento no consumo de energia elétrica seja a grande quantidade de produtos eletrônicos que são vendidos nos últimos anos. “os produtos eletrônicos estão sendo vendidos em uma escala cada vez maior. Esse aumento faz com que, inevitavelmente, o consumo de energia elétrica seja maior” aponta.

 

Algumas atitudes dentro de casa podem ajudar para que esses gastos sejam mais leves. A arquiteta especializada em sustentabilidade, Joara Cronemberger, dá algumas dicas para que haja o consumo seja economizado:

 

-Sempre que for possível, use aparelhos elétricos fora do horário de pico (entre as 18h e 21h),

 

-Quando for comprar eletrodomésticos, dê preferência aos modelos mais eficientes, com o Selo PROCEL,

 

-Desligue a chave-geral quando sair de viagem,

 

-Instale um sistema de aquecimento solar para esquentar a água do chuveiro. Antes de comprá-lo, certifique-se de que o fabricante faz parte do Programa Brasileiro de Certificação e Etiquetagem – PBE.

 

-Utilize lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares em locais onde as luzes ficam acesas por 4 horas ou mais (cozinhas, garagens, corredores etc).

 

-Tire proveito da iluminação natural, e se as lâmpadas são as convencionais, apague-as ao deixar o ambiente.

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