Dione Maycon
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Nos tempos modernos, há profissões até então inimagináveis. Atualmente, há personal para tudo, que vai do mercado fitness – como o personal trainer – ao mundo da moda – como o stylist. Mas há um novo personal surgindo no mercado: a personal mother, uma espécie de mãe de aluguel.
A procura por esta profissional é associada à falta de tempo dos pais. A correria do dia a dia nas grandes cidades faz com que os pequenos tenham menos contato com eles. É justamente para preencher esta lacuna que a personal mother Cláudia Santana, 43 anos, entra em cena. Cláudia trabalha nesta profissão há quatro meses e o atendimento é voltado para crianças e adolescentes de até 14 anos. A ideia nasceu há dois anos.
“Surgiu quando comecei observar a necessidade das pessoas do mundo corportativo. Às vezes, uma mãe precisa buscar um filho, não pode sair do trabalho e não confia em terceiros. Então, surge meu trabalho”, destaca Santana, que também é funcionária terceirizada do GDF.
O carinho e o amor pelas crianças também foi determinante para tornar esse nicho como uma profissão. “Eu gosto muito de crianças; não é à toa que tive cinco filhos! E faço tudo por eles, são meus tesouros. Já as crianças que atendo, considero uma amizade e amor sincero. É bem mais fácil lidar com eles”, afirma. Cláudia acredita ter uma sintonia com as crianças, uma vez que, segundo ela, o contato é sempre bem recebido.
O trabalho com crianças não é de hoje. A personal revela que durante seis anos foi motorista do transporte escolar do condomínio Entre Lagos, onde mora. Ela já acumula quatro clientes fixos. Uma delas, que inclusive foi a primeira, é Edileuza Alves, 49 anos, que conta que a paciência e o carinho que a Cláudia passa aos filhos é muito gratificante.
“É uma benção na minha vida! Confio muito nela e no trabalho dela. Confesso que às vezes fico com ciúmes, pois meus dois filhos chamam muito por ela e quando saímos para passear, eles querem que ela vá também. Eles a chamam de tia Cacá”, disse Edileuza.
Cláudia acredita que o mercado para personal mother vai crescer. Em seus planos, ela diz trabalhar com a meta de criar uma rede com outras mães de aluguel, para atuar em todo o DF. Para executar a tarefa, já existem quatro candidatas, que segundo ela, são de total confiança. Quanto ao trabalho, ela não considera como uma simples tarefa de babá.
“É uma babá de luxo. O serviço não se limita apenas dentro de casa. Faço o que uma mãe faz: levo pra passear, brincar, ao médico, dentista e até participo de reuniões escolares”, comenta Cláudia Santana, que deixa bem claro que o objetivo não é substituir a mãe, mas dar um apoio a elas.
Outra cliente da personal mother é a servidora pública Érica Gadelha, 34 anos, que também é colega de trabalho de Cláudia. Érica considera o trabalho da colega “lindo e inovador”. “Meu filho tem dois anos e adora a Cláudia. Como eu e meu maridos viemos de outro estado e não temos nenhum parente aqui, é difícil achar uma companhia de confiança para eles. Felizmente, ela entrou em nossa vida para nos socorrer”, conta.