Com cerca de 1.200 alunos matriculados nas aulas de natação, o espaço com 50m de cumprimento e 21m de largura permanece movimentado nos dias de aula. As oito raias olímpicas são convertidas em 20 semiolímpicas — na qual o nado é feito na horizontal — para receber 80 nadadores por hora. “Essa é hoje uma das piscinas olímpicas mais modernas e democráticas da cidade. Tem alunos de todos os níveis e idades, além de ser muito acessível financeiramente”, afirma a professora Ana Paula Gonçalves, referindo-se ao valor quase simbólico de R$ 80 cobrado por semestre. Estudantes da rede pública de ensino e idosos não pagam a taxa.
Preço semelhante dificilmente é encontrado na capital. A mensalidade nas piscinas olímpicas privadas, localizadas geralmente em clubes ou em grandes escolas de natação, não custa menos de R$ 150. Ainda assim, alguns locais oferecem a estrutura por menos. O Serviço Social da Indústria (Sesi) de Taguatinga é um deles. Com R$ 80 por mês, é possível fazer três aulas por semana. O valor é referente a pessoas não associadas, sendo mais barato para trabalhadores de indústrias.
Se o aluno tiver menos de 18 anos, melhor. A instituição conta com o programa Sesi Atleta do Futuro, que oferece vagas gratuitas aos jovens. “Atendemos crianças a partir de quatro anos de idade com o objetivo de iniciá-las na modalidade e, quem sabe, desenvolvermos um futuro atleta profissional”, destaca o coordenador de Esporte e Lazer, Anderson Valadares. As crianças começam na piscina infantil e evoluem, ao longo do treinamento, até a olímpica. Segundo Anderson, o Sesi conta com 800 vagas para o projeto.
Outra instituição que em breve oferecerá vagas para a comunidade é a Universidade de Brasília (UnB). Com a reforma na piscina do Centro Olímpico que retirou o espaço do hiato vivido por mais de seis anos, o local repaginado volta às atividades neste semestre. Neste reinício, no entanto, apenas os alunos da Faculdade de Educação Física terão acesso, mas a expectativa é de que, ao longo do ano, o parque aquático seja aberto para outros usuários no período do almoço e nos fins de semana.
No Plano Piloto
Melhor estrutura
Complexo Aquático Cláudio Coutinho
Oferece aulas gratuitas para alunos da rede pública de ensino, idosos e pessoas de baixa renda. Os demais precisam pagar R$ 80 por semestre. Reformado para os Jogos Mundiais Escolares, Gymnasiade, de 2013, o espaço tem a estrutura mais moderna do DF — em condições semelhantes ao Centro de Treinamento do Corpo de Bombeiros. As matrículas são abertas semestralmente.
Endereço: Centro Poliesportivo Ayrton Senna (Asa Norte)
Fora do centro
Sesi de Taguatinga
Com até R$ 80 por mês, é possível fazer aulas na piscina olímpica da instituição. O valor fica mais barato para trabalhadores de indústrias. A instituição oferece cursos gratuitos para jovens com até 17 anos pelo programa Sesi Atleta do Futuro. São 800 vagas para o projeto.
Endereço: QNF 24 Área Especial (Taguatinga Norte)
Promessa
Parque Aquático da UnB
Depois de ficar seis anos parada, a piscina olímpica foi reformada e volta à ativa neste semestre. Com o início das aulas, em 10 de março, apenas alunos da Faculdade de Educação Física podem usá-la. Ainda neste ano, o local deve ser aberto no horário do almoço e nos fins de semana para a comunidade.
Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro (Asa Norte)
Outras alternativas
Quando se diminui a área da piscina, amplia-se o número de possibilidades. Com metade do comprimento — 25m x 20m —, as semiolímpicas são facilmente encontradas nos Centros Olímpicos do Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Esporte do DF, Ceilândia, Setor O, Riacho Fundo I, Santa Maria, Brazlândia, Estrutural, Gama, Samambaia, São Sebastião e Recanto das Emas contam com os tanques d’água em pleno funcionamento. A matrícula é gratuita e deve ser feita no local das aulas.
Outra instituição que reduz o preço da natação em semiolímpicas é o Serviço Social do Comércio (Sesc). Sete unidades espalhadas no Plano Piloto, em Taguatinga, no Gama, no Guará e em Ceilândia oferecem aula por menos de R$ 100.