Especialistas, pesquisadores e gestores públicos do Brasil e do México participam nesta segunda-feira (22), em Brasília, da Conferência Brasil–México: Legado e Futuro das Políticas de Controle da Inflação do Preço dos Alimentos. O encontro ocorre das 9h às 18h, na Finatec, e integra uma iniciativa de cooperação acadêmica entre a Universidade de Brasília e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
A conferência reúne representantes de instituições dos dois países para compartilhar experiências, avaliar resultados e discutir estratégias voltadas à ampliação do acesso da população a alimentos de qualidade, especialmente entre grupos em situação de vulnerabilidade social.
O debate ocorre em um contexto de preocupação global com a alta dos preços dos alimentos. Segundo o relatório SOFI 2025, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a inflação dos alimentos figura entre as principais causas estruturais da insegurança alimentar e da fome em diversas regiões do mundo.
Ao longo da programação, os participantes analisam programas e iniciativas implementados pelos governos brasileiro e mexicano para enfrentar a elevação dos preços dos alimentos e fortalecer a agricultura familiar. Entre os temas em discussão estão mecanismos de controle de preços, a integração de experiências entre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e as Tiendas para el Bienestar, além da troca de conhecimentos envolvendo o PAA, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e o programa mexicano Sembrando Vida.
Além do debate sobre políticas públicas, a conferência busca fortalecer a cooperação internacional e estimular a produção de conhecimento aplicado à segurança alimentar. A proposta é aproximar experiências consideradas bem-sucedidas, incentivar pesquisas conjuntas e contribuir para a formulação de soluções inovadoras para garantir o acesso regular e sustentável à alimentação.
De acordo com o professor Mario Ávila, a inflação dos alimentos está entre os temas mais sensíveis para a segurança alimentar e o desenvolvimento social. Para ele, a troca de experiências entre Brasil e México representa uma oportunidade para avaliar políticas que já apresentaram resultados e construir novas estratégias para enfrentar os desafios atuais.