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Brasília

Compra e venda pela internet: “Golpe da TED” lesa mais de 50 vítimas

Arquivo Geral

28/07/2017 6h30

Atualizada 27/07/2017 21h53

Foto: Breno Esaki

Matheus Venzi
matheus.venzi@jornaldebrasilia.com.br

A Polícia Civil prendeu quatro membros de uma quadrilha especializada em golpes pela Internet. O grupo buscava anúncios em um site de vendas e, na hora de comprar, simulava um falso depósito bancário. Três estão foragidos.

O delegado responsável pelo caso, José Eduardo Galvão, afirma que a organização já cometeu mais de 50 golpes. “Eles praticavam os crimes no DF, em Goiânia (GO) e Anápolis (GO) e estavam planejando dar golpes em Minas Gerais”, comenta. As investigações começaram em fevereiro, após uma denúncia de tentativa de estelionato.

“Durante a negociação com as vítimas, um deles se passava por empresário. Na hora de comprar, esse suposto empresário alegava que não teria tempo e que iria mandar alguém se encontrar com a vítima por ele”, diz.

Os membros da quadrilha iam para o encontro apenas buscar o produto, já que o empresário simulava o pagamento com uma falsa Transferência Eletrônica Disponível (TED). O suposto empresário enviava a foto de um comprovante falso para as vítimas. A maioria delas não verificava a conta no mesmo momento, e acabava entregando os produtos.

Carros, motos, celulares, tablets, videogames, relógios, joias, roupas e até mesmo cachorros de raça. Os bandidos usaram o método para adquirir todo tipo de coisa. Mesmo assim, não ficavam com nada, vendiam tudo. “Geralmente os estelionatários ficam com alguma coisa, mas não encontramos nada com eles”, observa José Eduardo.

Ernando Elieu Santos, Everaldo Lucas da Silva, Thácio Almeida dos Santos, Warley Diego de Souza e Juliana Nunes Vieira responderão por organização criminosa e estelionato. Todos tinham mandado de prisão preventiva. Três deles possuem antecedentes criminais.

Denuncie
Foragidos, Adriano Nunes Bonifácio, André de Melo Carvalho e André Martins Custódio Lima estão com os mandatos de prisão preventiva em aberto. O cidadão que tiver qualquer informação sobre os três pode denunciar pelo telefone 197.

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