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Brasília

Combate a dengue no Arapoanga

Arquivo Geral

09/04/2010 6h00

Uma ação intersetorial de combate à dengue foi realizada ontem no Arapoanga, em Planaltina, pela Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival). A cidade registra o maior número de casos suspeitos de dengue do Distrito Federal.

Durante todo o final de semana, 120 agentes comunitários e de vigilância ambiental pedirão a moradores e comerciantes que descartem qualquer tipo de material que possa servir como criadouro do mosquito transmissor da doença.

 

 

 

Entre os dias 12 e 15 desse mês a equipe receberá apoio do Serviço de Limpeza Urbana e da Novacap. “Nosso objetivo é retirar dos imóveis todo e qualquer possível foco de dengue, e, assim, diminuir o número de casos”, explicou Humberto Oliveira Loiola, gerente de Combate a Vetores da Dival e coordenador da ação.

 

 

 

Somente no quintal da dona de casa Audimar Bispo Ramos, onde um incontável número de pneus, garrafas, baldes, vasos sanitários em desuso e embalagens estavam espalhados, a agente inspetora da Secretaria de Saúde observou mais de 20 focos prováveis da doença. “Aqui vocês estão expostos não só ao risco da dengue, mas de outras doenças, como leishmaniose e febre amarela”, explicou Josina Fernandes Teixeira.

 

 

 

A situação no quintal de casa, segundo Audimar, compromete a saúde dos cinco filhos e é responsável por inúmeras brigas com o marido, que é catador. “O trabalho dele é o único meio de nos mantermos, mas não posso abrir mão da saúde. Sei que preciso cuidar e entendo o objetivo da ação”, afirmou.

 

 

 

Na vizinhança, o retrato do descaso é ainda pior. Na casa da diarista Vanja Macena Soares, onde, segundo ela, a vigilância não aparecia há pelo menos seis meses, quatro pessoas contraíram a doença: ela, as duas filhas e uma neta. “Em menos de um mês nós quatro fomos diagnosticadas com dengue”, conta. Ainda debilitada, Vanja lamenta estar afastada do trabalho, mas não atribui a responsabilidade do problema somente ao governo. “A responsabilidade é, sobretudo, das próprias pessoas. Aqui perto, os moradores enchem uma área aberta de entulhos de todo tipo. A administração retira e eles voltam a jogar”, denuncia.

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