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Brasília

Com humor cada vez mais refinado, Pacotão desfila um pacote de críticas

Arquivo Geral

07/03/2011 9h41

Tão tradicional como o copo de cerveja no Beirute e um pedaço da Pizza Dom Bosco, em pleno domingo de Carnaval, o Bloco Pacotão saiu pela W3 sentido Norte e Sul na contramão. Foram cerca de seis mil foliões que, mais uma vez, deixaram a ironia aos políticos aflorarem em fantasias criativas e satíricas.

 

Se membros do bloco seguiam como Itamar Franco e Dilma Rousseff em um modelo Ford bem à frente da multidão, logo em seguida estava o ditador líbio Muamar Kadafi representado por um grande boneco vestido de árabe. Os dizeres no trio elétrico faziam a conexão para o deboche político: “Kadafi é do DEM”. As principais críticas foram ao partido, especialmente à deputada federal Jaqueline Roriz.

 

A filha do ex-governador Joaquim Roriz foi alvo das amigas Meire Machado, Marília Alvares, Rosa Gonçalves e Kaká Sales. Elas se conhecem há 40 anos e sempre fazem questão de elaborar a fantasia para o pacotão juntas e de última hora. “Tive a ideia do que a gente viu nos jornais. Resolvemos vir como a anjinha do papai”, esclarece Meire.

 

Elas lembram que todas as fantasias buscam esse teor político. As quatro senhoras carregavam uma mala que dizia “50 mil reais” referindo-se à quantia recebida por Jaqueline. A frase colocada em uma das placas que vinham à frente das Jaquelines fechava a piada: Tal pai, tal filha.

 

Marchinhas
As fantasias se tornavam mais diversificadas à medida que os foliões se uniam ao grupo durante o trajeto de quase quatro quilômetros, entre a 302 Norte e o estacionamento da 504 Sul, onde a folia continuava, mas com os carros parados.
O som comandado pelo Bloco Carnavalesco Medida Provisória deixou a dúvida se era bloco  ou escola de samba, com direito à bateria, mestre-sala e porta-bandeira.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (07) do Jornal de Brasília

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