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Brasília

Com as chuvas, a Vila Rabello II fica vulnerável e com possibilidade de desabamentos

Arquivo Geral

15/10/2010 7h56

A chegada das chuvas traz mais riscos de catástrofes no DF. A Vila Rabelo II, em Sobradinho II, é um dos locais com maior número de famílias em risco no Distrito Federal, segundo levantamento da Defesa Civil do DF. Hoje pela manhã, as equipes do governo e da Defesa devem continuar os trabalhos de notificação das 137 famílias em situação de risco no local. São quase 400 pessoas moradoras de uma região íngreme, com várias casas à beira do abismo. Moradores, porém, dizem estar mobilizados para resistir à remoção,  já anunciada há três anos. Alguns afirmam estar dispostos a sair do local, desde que sejam reencaminhados para uma  área que não seja provisória.

 

Na tarde de ontem, a equipe do Jornal de Brasília esteve nas ladeiras da Vila Rabelo II e conversou com os moradores. Sueli Santos, auxiliar administrativa de 36 anos, mora na Vila há cinco anos. Indignada, ela conversava com vizinhos e revelou que eles já foram notificados mais de uma vez para sair de lá. “Os fiscais vêm aqui, dizem que vão remover a gente, mas não dizem para onde. Querem que deixemos tudo o que construímos, nossas vidas e trabalho para ir para qualquer lugar sem teto, longe das escolas de nossos filhos, e do emprego que conseguimos por aqui”, reclamou. Ela também disse que aceitaria sair, desde que fosse transferida para alguma área dentro de Sobradinho II e que a terra não fosse provisória.


Indenização

 

Para Sérgio Cardoso Cruz, coordenador-chefe da Coordenadoria das Cidades, não será possível indenizar as famílias  para reconstruir as casas nem garantir a posse dos novos terrenos. De acordo com ele, está sendo feito um levantamento minucioso, de casa em casa, para saber quais de fato deverão  ser retiradas e quais não. Cardoso também revelou que o GDF está em análise de uma área para levar essas pessoas dentro de Sobradinho, e que toda  a alimentação e apoio a transporte dos bens dos removidos será assegurado. “Em área de risco não podemos nos omitir. Se houver uma catástrofe, será pior. É melhor se aborrecer para tirar as pessoas vivas do que ir lá depois recolher corpos”, afirmou Sérgio Cardoso.

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (15) do Jornal de Brasília

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