Danielle Cambraia
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O ano letivo está começando e junto com ele a dúvida de qual escola escolher para o filho estudar. Como decidir qual instituição de ensino vai ser responsável por boa parte do aprendizado do seu filho. Os pais não sabem se os filhos devem permanecer na mesma escola ou se é melhor mudá-lo logo que o primeiro problema acontece.
O pedagogo Aderson Costa, diz que é preciso muita cautela na hora de escolher em qual instituição de ensino matriculará seu filho. “Os pais têm que observar a estrutura da escola, as condições de segurança, se os professores gostam e têm a formação adequada para trabalhar com o desenvolvimento infantil e se a filosofia da escola é coerente com a da família”, afirma.
De acordo com o professor é muito importante os pais serem bom observadores. “Prestar atenção no comportamento, saber quais são os medos e dificuldades dos filhos facilita na hora de localizar um problema. Por exemplo, se a criança gosta de ir à escola, começa a mudar de opinião e passa a colocar dificuldade é bom investigar, porque há algum problema”, alerta Costa.
Magda de Araújo é professora e tem dois filhos, Luiza, 11 anos, e Victor Hugo, 5, que estudam na mesma escola. Ela explica que já tinha referências do colégio quando decidiu matricular a filha mais velha na instituição. “Alguns sobrinhos já tinham estudado nessa escola e ela fica próximo da nossa casa, o que facilita no dia a dia”, conta a mãe. Segundo ela, Luiza fez uma entrevista antes da matrícula o que deu mais confiança. “A proposta da escola me animou bastante e os princípios religiosos foram alguns dos pontos que me fizeram decidir efetuar a matrícula”, afirma.
De acordo com Magda, como Luiza já estava na escola há alguns anos e nunca teve problema, foi fácil decidir onde o filho mais novo ia estudar. “Eu tenho um retorno muito rápido da escola em relação ao desenvolvimento dos meus filhos, sempre acompanhei de perto e jamais tive problema com brigas entre alunos. Victor adquiriu diabetes no fim do ano passado e a escola me deu todo o suporte e apoio em sua volta às aulas”, diz confiante.
O pedagogo explica que mudar a criança de escola não é um ponto favorável e essa decisão só deve ser tomada se todas as conversas não tiverem solucionado o problema. A situação tem que ser resolvida dentro da escola e esse é um dos motivos que é bom o pai ter um bom relacionamento com a direção e professores. “Trocar de instituição significa um novo ambiente, novos amigos e até novos horários, mudar tudo isso no dia a dia da criança não é apropriado”, explica.
A biomédica, Nayana Oliveira, tem dois filhos, Heitor, 1 ano e 5 meses, e Thomaz, 9 meses, e já se preocupa desde o mais novo em observar bem o tratamento que os filhos têm e os pais. “Na hora da escolha, levei em consideração o método de ensino e também as instalações como a sala de brinquedos, onde ele passa os momentos de lazer”, conta Nayana que acha importante a interação entra a escola e a família. “Antes da matrícula, conversei com a diretora e a professora, e a forma como fomos recebidos foi muito importante para tomarmos a decisão”, afirma a biomédica.
Ser responsável pelo desenvolvimento da criança é muita responsabilidade e algumas escolas não sabem lidar com isso, por isso o professor ressalta a importância dos pais acompanharem de perto o crescimento dos filhos. Nayana conta que sempre que pode e acha válido comparece a instituição para não deixar nada passar em branco. “Temos reuniões e muitas vezes, vamos eu ou meu marido, à escola pra conversar com as pessoas envolvidas no processo de educação do Heitor. Acho essa interação escola família muito importante porque a educação também depende do envolvimento dos pais de procurar saber o que acontece e isso deve se tornar um hábito”, diz a mãe.
Nayana acredita que quando os pais se mostram interessados nos estudos da criança, ela cresce sabendo que a escola é muito importante e aprende a dar valor nos estudos. Ela não quer mudar muito os filhos de escola. “Penso que a mudança de escola muda muito a rotina da criança então quero que eles fiquem até o nono ano na mesma escola”, afirma a biomédica, que mesmo sem querer já segue as dicas do pedagogo.