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Brasília

Clínicas de cirurgias plásticas não adotam exigências no DF

Arquivo Geral

14/09/2010 7h59

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Neste ano, oito casos de morte durante ou logo após cirurgias plásticas, três deles no DF, fizeram com que as autoridades da capital se mobilizassem para editar regulamentação mais rígida. Mas, a situação das clínicas não mudou quase nada e dois estabelecimentos foram fechadas por não comprovar a esterelização dos equipamentos cirúrgicos. De acordo com o diretor de Vigilância Sanitária do DF (Divisa), Gustavo Lima, as operações de vistoria em Brasília estão quase encerradas. Depois de vistoriar 27 das 30 clínicas que realizam plásticas na capital, ele constatou que nenhuma estava dentro das condições previstas em Termo de Compromisso, assinado em julho deste ano, pelo presidente do Conselho Regional de Medicina, Ministério Público e Anvisa. 

 

As principais mudanças estão ligadas a classificação das cirurgias por tamanho da operação e número de intervenções na mesma situação, e a estrutura de socorro exigida para tal. Outra questão polêmica que a maioria das clínicas não está adaptada é a exigência de salas de pelo menos 20 até 25 metros quadrados, de acordo com a classificação das operações. Nas consideradas de grande porte com até duas cirurgias por intervenção é exigida a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em hospital a menos de 10 quilômetros.

 

“Há clínicas dentro de prédios que não têm nem elevador para retirar a paciente. Não cabe nem a maca no elevador para descer”, disse Gustavo. O diretor também explicou que o processo está sendo tranquilo. Disse que não há interdição antes da apresentação de alternativas para solução. “Fizemos audiência com todos os proprietários de clínicas e solicitamos a eles que parassem temporariamente com os procedimentos. Estamos vistoriando e na semana posterior eles podem vir apresentar seus projetos para adaptação das mudanças”. 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (14) do Jornal de Brasília.

 

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