Vinícius Borba
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A Associação de Oficiais da Polícia Militar (Asof) reacende a polêmica da má qualidade nos serviços dos atendentes civis terceirizados da Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade), a central de emergência 190. Eles manifestam a necessidade de substituir, com máxima urgência, os terceirizados, por policiais militares que estejam em licença médica do trabalho, alocados em serviços administrativos nos quartéis.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) sinaliza com a possibilidade, mas não garante prazo para que a situação seja alterada. Enquanto isso, a população passa por dificuldades para ter atendimento de qualidade, e até mesmo policiais militares esperam mudanças no órgão.
Para o marceneiro Adailton Souza, 56 anos, a falta de preparo para o atendimento o assustou quando ele foi testemunha de um grave acidente de trânsito na BR-020. “Eu vi o carro perder o controle e descer uma alta ribanceira. Liguei na hora para o 190 e tentei de várias formas explicar onde estava, mas a menina não conhecia nada da localidade. Pior foi ela tentar saber quantas pessoas estavam no carro, perguntando várias coisas que eu não tinha como saber estando a distância. Precisava do socorro lá, logo, as pessoas podiam estar morrendo. O serviço tem que melhorar e muito”, diz Adailton.
Quem é diretamente afetado pela ação dos atendentes são policiais militares, bombeiros e outras forças de segurança que recebem pedidos de atendimentos. Um policial de Samambaia, que não quis se identificar, explica que informações mal filtradas pelos primeiros atendentes podem inviabilizar um socorro a vidas. “Se uma pessoa não tem experiência e conhecimento sobre uma localidade, como trabalhar com segurança?”, questiona. “Já vi capitão ligar dez vezes para o 190, pedindo para ser repassado para a mesa da localidade dele, e a chamada não chegar.”
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