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Brasília

Cirurgias de catarata se modernizam e pacientes se vêem livres dos óculos

Arquivo Geral

09/09/2013 15h03

A catarata já foi uma doença temida, mas que ainda hoje deixa pessoas cegas. É um processo de opacificação natural do cristalino, que com a idade vai ficando esbranquiçado e impedindo uma visão normal. Por isso comumente é associada aos idosos. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a catarata atinge mais de 50% da população a partir dos 60 anos, mas ela pode surgir mais cedo, por volta dos 40. Foi o caso do jornalista William Bonner que ao 50 anos acabou de passar pelo procedimento, por causa de uma catarata precoce. A boa notícia é que a medicina evoluiu e o processo está mais moderno, com incisões cada vez menores, podendo inclusive deixar o paciente independente dos óculos.

 

O oftalmologista Celso Boianovsky, especialista em catarata do Oftalmed – Hospital da Visão, explica que esses avanços são muito importantes, pois uma pessoa com 40, 50 ou mesmo 60, 70 está em plena atividade e precisam enxergar bem para desempenhá-las com autonomia e sem perder qualidade de vida. “É claro que essa não é a prioridade no procedimento, porém se for possível oferecer mais esse benefício ao paciente será ainda melhor. Isso é possível graças a lentes multifocais intraoculares. Elas são colocadas no lugar de uma lente comum que substituiria o cristalino opacificado”.

 

Ele explica que o procedimento é feito a partir de uma microincisão no globo ocular, de alguns milímetros, pela qual o cristalino é fragmentado e aspirado. Depois a lente, que é flexível, é introduzida no local dobrada e, por fim, acomodada no local. “A cirurgia é rápida, leva poucos minutos, porém o médico precisa ter total domínio da técnica e da tecnologia. A recuperação também leva pouco tempo, sem necessidade de curativos. A visão fica ligeiramente embaçada, mas no final do dia ou no dia seguinte ela já consegue enxergar normalmente. Em uma semana pode retomar quase todas as suas atividades, com exceção apenas de exercícios bruscos ou atividades na água, que devem aguardar um mês”.

 

Também especialista no assunto, o Dr. Jonathan Lake ressalta ainda que as lentes hoje estão cada vez mais modernas e personalizadas às necessidades do paciente. É possível encontrar lentes monofocais, multifocais, adaptadas para melhor visão noturna. Ele explica que os laboratórios estão sempre criando novas lentes intraoculares, que substituem o cristalino opacificado. “As lentes asféricas acomodativas, por exemplo, já são utilizadas nas cirurgias há algum tempo e com resultados bastante satisfatórios. A tecnologia utilizada nelas é bastante promissora, as quais possuem espécies de dobradiças que permitem “movimentos” para se acomodar ao formato natural do olho. Isso quer dizer que a lente se ajustam às diferentes distâncias para gerar imagens retinianas mais nítidas”, conta.

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