Brasília

Chorume: SLU conclui mais duas lagoas para armazenamento

Os dois reservatórios ficam no Aterro Sanitário de Samambaia. A partir de agora, mais quatro lagoas vão entrar em funcionamento

Estão finalizadas as duas lagoas de chorume feitas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Os dois reservatórios ficam no Aterro Sanitário de Samambaia. A partir de agora, mais quatro lagoas vão entrar em funcionamento.  O chorume, o lixo líquido, será jogado no córrego Melchior depois de receber tratamento. 

Gustavo Souto Maior, diretor-presidente-adjunto do SLU, lembrou como o tratamento será feito. “A partir de abril, quando as chuvas cessarem, o chorume diário vai cair pela metade e conseguiremos fazer o tratamento desse passivo”. De acordo com o diretor, a empresa responsável pelo serviço pode tratar cerca de um milhão de litros. “É um volume muito grande, mas ainda não é o suficiente. No período de seca, esse montante cairá pela metade, e então poderemos trabalhar com o passivo”.

Prevenção

Souto Maior lembra que o volume de chorume aumentou bastante no mês passado. “Neste ano, em janeiro, choveu 35% a mais que a média histórica”, pontua. Para evitar qualquer transbordamento, o SLU trabalha na administração das atuais 12 lagoas de contenção. “Com essas novas lagoas, vamos baixar o nível das mais antigas e, assim, impedir qualquer risco de transbordamento”, conclui.

As novas lagoas de contenção têm capacidade de armazenar em segurança cerca de 20 milhões de litros de chorume. Somado às outras oito lagoas, o volume ultrapassa 100 milhões de litros. “Estamos trabalhando com uma capacidade bem acima da esperada, porque teremos de desativar, em março, pelo menos duas lagoas antigas, localizadas no terreno destinado à segunda etapa do aterro”, informa Souto Maior. “Nossa expectativa é de tratar todo o passivo até setembro e, então, o aterro passaria a tratar o chorume diário integralmente”.

Como fazer o tratamento 

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Oriundo de todas as 33 regiões administrativas do DF, o lixo chega ao aterro em caminhões pesados. São mais de 2,7 mil toneladas despejadas diariamente e compactadas com a ajuda de escavadeiras. O líquido resultante dessa movimentação segue por canaletas até duas lagoas de contenção, onde recebe produtos químicos que iniciam o processo de purificação.

Em seguida, o chorume passa por 16 filtros da estação de tratamento. “Ao final, a água já tratada segue com qualidade suficiente para escoar no córrego Melchior”, assegura o diretor-presidente.

Segundo o SLU, o Distrito Federal segue padrões internacionais para tratar os resíduos do lixo dentro do Aterro Sanitário de Samambaia. Diariamente, cerca de um milhão de litros de chorume são tratados antes de lançados à natureza. Todo o processo é acompanhando por técnicos do Brasília Ambiental e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa).

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Com informações da Agência Brasília 






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