Com a aproximação das festas de final de ano, os brasilienses que pretendem aproveitar os dias de folga longe da capital federal já começaram a fazer o seu planejamento para as festas de Natal ou Rèveillon. Entretanto, desta vez, eles não pretendem ir muito longe.
A Associação Brasileira de Agências de Viagens do Distrito Federal (Abav-DF) divulgou que a procura por pacotes para viagens ao exterior sofreu uma retração com a recente alta da moeda americana, o dólar.
O comportamento dos viajantes brasilienses também é refletido em uma pesquisa nacional, recentemente divulgada pelo Ministério do Turismo. Segundo o órgão, quase 75% dos brasileiros (três em cada quatro) também escolheram fazer viagens nacionais nos próximos meses.
Apesar da queda no número de viagens internacionais, a Abav garante não terem sido registradas desistências no DF por causa da alta do dólar. “Estávamos com uma demanda muito boa de viagens para o exterior, mas com o dólar mais caro, desta vez não houve procura tão significativa, mas, também, não tivemos desistência daqueles que já vinham planejando a viagem há algum tempo”, destaca Carlos Vieira, presidente da associação. Segundo ele, esses clientes procuraram conciliar a viagem de férias escolhendo destinos com o preço mais em conta.
Procura
Para fazer jus aos dizeres de que viajar está entre as prioridades do brasileiro, no Distrito Federal, a procura por pacotes de viagens começou ainda no mês de julho deste ano. Muitos dos consumidores aproveitaram a antecipação das vendas dos pacotes para conseguir vantagens em promoções.
“Em função da tecnologia, ficou fácil para as agências soltar pacotes de férias e Rèveillon com meses de antecedência. Isso é vantajoso para o consumidor, pois dá a chance de eles pegarem boas ofertas e tarifas mais baixas. É que, com a alta temporada, a tendência é que os preços fiquem na estratosfera”, destaca.
Justamente o caso das amigas Thaís Mafra, 23 anos, e Marcela Gertrudes, 24. Elas vão viajar, em 26 de dezembro, para Maceió (AL) com um grupo de 12 amigos. A viagem foi combinada desde agosto. E saiu a bons preços, graças à antecipação dos planos.
Saiba Mais
Os pacotes mais procurados pelos brasilienses são para cidades localizadas no litoral brasileiro, como Fortaleza, Rio de Janeiro, Maceió e Natal.
Outro tipo de viagem que está com bastante procura são os cruzeiros em navios que cortam a costa brasileiras, principalmente no Rio de Janeiro e Santos (SP).
Deixar para última hora é não curtir
Para os que deixam a programação das férias para a última hora, o risco de não ter a viagem dos sonhos tende a ser maior. “O cliente paga mais caro, fica sujeito a não ter o voo disponível para o dia que deseja, de não ter o assento da preferência, ou não encontrar vaga no hotel que atende a sua necessidade, ou de frente para o mar”, diz Carlos Vieira, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Distrito Federal (Abav-DF). E não basta só fazer reservas. “Muitos reservam, mas não garantem, ou seja, não efetuam o pagamento e ficam só na especulação”, diz Vieira.
A operadora de telemarketing Andréa Regina Souza e Silva, 29 anos, e o filho José Carlos, 6, vão passar 15 dias no Piauí, no período do Natal, na casa da mãe de Andréa. A única certeza da família é que farão a viagem. Pouco foi planejado. Ela ainda não sabe se irá de carro, ônibus ou avião e não comprou as passagens. E conta que a dificuldade está na agenda da família. “Como tenho filho em idade escolar é incerto saber o dia das férias dele, porque não sei se vai tirar boas notas ou não. Também se vai coincidir com minhas férias e com a do meu marido”, justifica Andréa.
Indefinição
Ela, porém, assume que sempre passa por perrengue na hora de ajeitar as férias. “No ano passado, não consegui pegar um ônibus direto para a minha cidade, então tive que pegar um outro que só iria até a metade do destino, e esse acabou quebrando. Como estava com meu filho e o ônibus demorou a ser substituído acabei dormindo naquela cidade para prosseguir somente no dia seguinte. Essas coisas chateiam. Ainda mais com crianças”, confessa a mãe de José Carlos.
Além de planejar, outra dica é contratar um agente de viagem para ter férias mais tranquilas. “Esse profissional busca o melhor para o cliente. Depois disso, certifique-se com clareza do que tem sido oferecido no pacote, obtenha informações de todo o serviço, se tem seguro e pedir que o agente envie todo o pacote por e-mail, deixando claro sobre os prazos de cancelamento e as penalidades sofridas em caso de desistência”, ensina Carlos Vieira.
Com o objetivo de facilitar a escolha para a clientela, há agências que disponibilizam pacotes de turismo com até seis meses de antecedência. É o que sugere a agência Decolando Turismo. No local, a procura maior por viagens é para janeiro, tendência acompanhada pelo setor. “Começamos a vender em outubro pacotes para o Natal, Rèveillon e Carnaval. Geralmente, em dezembro, já vendemos o que tinha que vender”, diz o gerente Alfredo de Castro. Para se ter uma ideia da elevação dos preços, um mesmo pacote para Fortaleza de R$ 1.145, em dezembro, antes do Natal, passa para R$ 2.029, em janeiro.
