Representantes de órgãos do Governo do Distrito Federal participaram, nesta segunda-feira (16), da reunião de corregedores do Distrito Federal, promovida pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF). O encontro reuniu cerca de 40 gestores da área correcional e teve como foco o fortalecimento da integridade, a prevenção de irregularidades e o aperfeiçoamento da atuação das corregedorias.
A programação abordou temas como a atuação correcional no período eleitoral, a implementação do Modelo de Maturidade Correcional do Distrito Federal, o aperfeiçoamento de processos a partir de recomendações do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o uso de inteligência de dados para apoiar a tomada de decisões.
Na abertura, a subcontroladora de Correição Administrativa da CGDF, Ismara Roza, destacou a importância da Rede de Corregedorias do Distrito Federal (RedeCor DF), instituída em 2026 para fortalecer a integração entre os órgãos. Segundo ela, o objetivo é aproximar os corregedores que atuam em processos complexos e sensíveis, promovendo a troca de experiências e uma atuação mais integrada e efetiva em benefício da administração pública.
Um dos destaques do encontro foi a atuação das corregedorias durante o período eleitoral. O tema tratou de medidas preventivas, mitigação de riscos e segurança jurídica para orientar os órgãos diante das particularidades desse momento. O diretor de Responsabilização de Agentes Públicos da CGDF, Plínio Labrichosa, afirmou que o papel preventivo das unidades correcionais é fundamental para evitar ilícitos administrativos e eleitorais.
O evento também apresentou o Modelo de Maturidade Correcional do Distrito Federal, ferramenta voltada ao diagnóstico e ao aprimoramento contínuo das unidades correcionais. A iniciativa busca avaliar práticas, estruturas e resultados para apoiar a evolução dos processos e fortalecer a política de integridade nos órgãos públicos. De acordo com o coordenador de Processos Disciplinares e Fornecedores da CGDF, Elisson Castro, o instrumento permitirá identificar oportunidades de melhoria e fortalecer, ao longo do tempo, a atividade correcional e a cultura de integridade no Distrito Federal.
Outro tema debatido foi o aperfeiçoamento dos processos de tomada de contas especial, a partir dos principais apontamentos feitos pelo TCDF. A discussão destacou boas práticas para reduzir diligências complementares, aumentar a eficiência administrativa e fortalecer a segurança das decisões.
Ao encerrar a programação, a CGDF apresentou o Sistema Correcional Integrado (SCI), ferramenta que utiliza análise de dados para identificar padrões, apoiar investigações e ampliar a capacidade de monitoramento das corregedorias. A gerente de Gestão de Dados Correcionais da CGDF, Érica Oliveira, afirmou que o sistema permitirá acompanhar todo o ciclo de um processo, do recebimento da denúncia à conclusão, com mais transparência, rastreabilidade e capacidade de gestão.