Cristina Sena
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O ExpoBrasília, no Parque da Cidade, transformou-se na Fantástica Casa do Papai Noel e recebeu crianças e adolescentes assistidos pela Associação Brasileira de Assistência às Famílias e Crianças Portadoras de Câncer (Abrace), acompanhadas de seus familiares. Na manhã destinada a comemorar o Natal, os pequenos viraram tigres, coelhos, flores, borboletas e até super-heróis. Um momento para esquecer as dificuldades do tratamento e os obstáculos impostos pela doença.
Uma das mais animadas era Laiane Gondim, de seis anos. A cadeira de rodas não representou qualquer empecilho para que ela dançasse e se divertisse com a irmã gêmea, Larissa. A menina de sorriso expansivo recupera-se de uma leucemia. “A alegria dela é contagiante, nunca deixa a peteca cair. Só reclama quando é necessário internar. Faço de tudo para que ela seja independente, ativa, como qualquer outra criança da idade dela. Não podemos tratá-los como se fossem bonecas de porcelana, é preciso deixá-los realizar as coisas do jeito que dão conta”, relata a mãe, Letuza Cristian, de 36 anos.
Para a presidente da Abrace, Ilda Peliz, a festa, já tradicional, ajuda a melhorar o estado emocional, tão importante para quem luta contra uma doença grave. “Eles esperam o ano todo pela festa. É um dia só de alegria, de brincadeira para todas as idades. Um momento para reunir a família, quando reina a solidariedade e o amor ao próximo”, ressalta.
Aproximadamente 900 pessoas participaram do evento, entre pacientes e familiares. Às 9h, foram recebidos com café da manhã. Havia casa, estúdio do Papai Noel, oficina de criação, pula-pula, tobogã, piscinas de bolinhas, cama elástica e muita dança. O Bom Velhinho tirou fotos com cada criança, colocadas em portas-retratos customizados pelos pequenos.
As maiores filas se formaram na pintura corporal. Recebidos por voluntárias fantasiadas de fada e flores, as crianças podiam escolher o motivo da pintura e a parte do corpo. A maioria optou por pintar o rosto. Em sua fantasia infantil, Cawan Santos, de três anos, era seu personagem preferido, o Homem-Aranha. O menino pequeno, que falava baixo, foi levado pela mãe, Marísia Nogueira, de 52 anos, em companhia das irmãs, Carolina e Nina Keli, de 11 e 12 anos.
Leiamatéria na íntegra na edição deste domingo (19) do Jornal de Brasília